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sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

TJ-PI mantém pronúncia e Djalma Filho vai a Júri Popular

Dez anos depois do crime, o ex-vereador de Teresina Djalma Filho, professor de direito criminal da Universidade Federal do Piauí (UFPI), pode sentar no banco dos réus pelo assassinato do jornalista Donizete Adalto.

Há 15 dias, a Primeira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Piauí manteve a pronúncia do juiz Antônio Noleto, presidente do Tribunal do Júri da capital, que o acusa de ter sido o mentor intelectual do assassinato do polêmico jornalista.
- Foi por unanimidade a decisão de manter a pronúncia do ex-vereador. Agora, ele vai a júri popular, disse o desembargador Valério Chaves, relator do processo. Porém, o ex-vereador da capital poderá recorrer da decisão ao Supremo Tribunal de Justiça (STJ). Segundo o desembargador Chaves, o acordão da decisão ainda não foi publicado no Diário Oficial de Justiça. Logo após ser publicado, Djlama terá cinco dias para recorrer.
Donizete Adalto foi assassinado, em uma emboscada na zona Norte da cidade, no dia 19 de outubro de 1998. Na época, ele era candidato a deputado federal pelo PPS, em uma chapa casada com o então vereador Djalma Filho, que buscava vaga na Assembléia Legislativa também pelo PPS.
O jornalista do Paraná, que trabalhou em vários veículos de comunicação do Piauí, inclusive na TV, foi espancado e executado com sete tiros a queima roupa. Além do ex-vereador, foram também acusado pelo crime o ex-policial civil Pezão, o universitário Ricardo Silva, que é filho do radilaista Pedro Silva; e do ex-diretor do PPS estadual Brito Filho. Os dois primeiros já foram julgados pelo crime e condenados a mais de 19 anos, cada.

STF suspende investigação sobre advogados na Operação Furacão

Com decisão, PF fica impedida de apurar vazamento de informações.
Esquema beneficiava jogo ilegal, segundo o Ministério Público.

O Supremo Tribunal Federal (STF) determinou nesta quinta-feira (4) que a Polícia Federal pare de investigar advogados suspeitos de vazar informações relacionadas à Operação Furacão, que investiga venda de sentenças e esquema de corrupção em inquéritos contra casas de bingo e jogos ilícitos.

Em abril do ano passado, o ministro do STF Cezar Peluso havia determinado que a PF investigasse os advogados, que foram citados como suspeitos pelo vazamento de CDs com o conteúdo do inquérito do Ministério Público Federal. Nesta quinta, Peluso não participou da votação.

Durante a análise nesta quinta, cinco ministros entenderam que os advogados não são suspeitos, porque as informações que supostamente vazaram foram prejudiciais aos interesses de seus clientes. Votaram contra o pedido de habeas corpus apenas Carlos Alberto Menezes Direito e Ricardo Lewandowski.

Mais de 15 advogados haviam entrado no ano passado com pedido de habeas corpus no Supremo para que fossem excluídos das investigações da PF sobre o vazamento de informações do inquérito do Ministério Público sobre a Operação Furação. Todos negam que tenha vazado qualquer documento secreto.

No pedido protocolado no STF, os advogados alegaram que a decisão de Cezar Peluso, que determinou que a PF os investigasse, representou um ato de constrangimento ilegal.

Entre os advogados investigados pela PF estava Nélio Machado, que defendia o desembargador federal José Ricardo Regueira, morto recentemente. Machado também é advogado do banqueiro Daniel Dantas, que nesta semana foi condenado a 10 anos de prisão por corrupção ativa por conta da Operação Satiagraha.

Ação Penal

Na última quarta-feira (26),o Supremo decidiu abrir ação penal contra o ministro afastado do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Paulo Medina e mais quatro suspeitos de envolvimento com a venda de sentenças judiciais para empresários do ramo de caça-níqueis, pela Operação Furacão.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Dólar fecha na maior cotação desde 2005 e Lula compara a crise com a relação entre médico e paciente

RIO - O preço do dólar chegou a R$ 2,536, a maior cotação desde de 24 de abril de 2005. Foi uma alta de 2,46% no dia, provocada pela saída de recursos estrangeiros e aumento no volume de negócios no mercado futuro de dólar. Segundo analistas, a alta tem explicações no movimento do mercado, mas também reflete um tanto de especulação contra o real. A Bovespa fechou em baixa de 0,48% num dia em que o mercado foi bombardeado por uma série de notícias reforçando o cenário pessimista. Nos EUA empresas anunciaram novas demissões, enquanto a Vale do Rio Doce, um dia após anunciar corte de pessoal no Brasil, abriu um programa de aposentadoria incentivada para a sua representação no Canadá. O presidente Lula cobrou do presidente da Vale explicação sobre as demissões e usou uma metáfora médica para comentar a crise, dizendo que o aconselhável é sempre o afirmar ao doente que ele vai se recuperar.

Lula ainda disse que se sente um Dom Quixote solitário, pedindo que as pessoas não se deixem dominar pelo pessimsimo e comparou o mercado financeiro a um adolescente que não ouve os pais, mas corre para casa quando tem uma dor de barriga.

-Nesse caso (a crise), aliás, foi uma diarréia braba. E quem eles chamaram? O estado, que eles negaram por anos - disse o presidente.

O dólar abriu o pregão desta quinta-feira em forte elevação, bateu os R$ 2,50 e depois passou a operar volátil. Desde a menor cotação da moeda no ano, R$ 1,559 em 1º de agosto de 2008, o dólar já subiu 62,66%. Desde 15 de setembro - dia da quebra do banco americano Lehman Brothers e considerado o ponto de partida para o agravamento da crise originada na concessão de créditos imobiliários de alto risco nos EUA (subprime) - a moeda americana já se valorizou 40,18%.

Segundo os analistas, a alta no preço do dólar reflete tanto a saída de recursos quanto especulação contra o real.

- No momento de muita preocupação com a deflação nas economias mais fortes do planeta, a maior preocupação no mercado de câmbio é a fuga de capitais, que tem deixado o Banco Central bastante atento e cauteloso. Com tanta saída de moeda estrangeira, é bem provável que o BC não reduza os juros do Brasil - comentou Mário Paiva, analista de câmbio da Corretora Liquidez.

O Banco Central (BC) só realizou um leilão de venda de dólar em swap, quando a moeda bateu R$ 2,56 no dia.

No mercado acionário, a Bolsa de Valores de São Paulo não resistiu às quedas nas bolsas internacionais e fechou em baixa de 0,48% aos 35.128 pontos, depois de enfrentar forte volatilidade no dia. Mais uma vez, o desaquecimento da economia global pressionou o preço das commodities e derrubou as principais ações do Ibovespa. Os papéis de maior peso posicionados em commodities fecharam em queda nesta quinta-feira: Petrobras PN desceu 3,68%, cotada a R$ 18,60 e Vale PNA caiu 2,23, a R$ 21,98.

Petróleo em forte queda
Os sinais de fraqueza da economia mundial pressionaram também a cotação do preço do barril de petróleo que alcançou, no dia, a menor cotação em quatro anos. O petróleo do tipo Brent foi negociado a US$ 43,90, em queda de 6,5%. Em Londres, o barril do tipo Brent apresentou queda de 7,59%, a US$ 42.

No mercado acionário a cautela e volatilidade voltaram a dar o tom no dia, em meio ao cenário de recessão. Por volta das 18h30 (horário de Brasília), a Bolsa de Nova York ainda operava em queda. As principais bolsas européias fecharam em queda. O índice FTSE, da Bolsa de Londres, caiu 0,15%; o CAC40, da Bolsa de Paris, recuou 0,17%; e o Dax, da Bolsa de Frankfurt, desceu 0,07%.

Mais cedo, as bolsas de Londres, Paris e Frankfurt chegaram a subir perto de 2%, com a notícia de corte de juros pelos bancos centrais europeus , o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) também abriu em alta de 1%, mas por volta das 12h15 (horário de Brasília) já recuava.

O dado mais relevante do dia foi referente ao número de pedidos de seguro desemprego dos Estados Unidos, que recuou em 21 mil pedidos. Mas analistas avaliaram que esta queda aconteceu também por influência do feriado de Ação de Graças semana passada, quando durante quinta e sexta-feira não houve atendimento para a solicitação do benefício.

A média das últimas quatro semanas, no entanto, foi a mais alta dos últimos 16 anos, o que também causou retração dos investidores e pressionou os índices em Wall Street.No dia ainda também houve o discurso do presidente do Fed (o banco central dos EUA), Ben Bernanke, que deixou claro que o governo americano não medirá esforços para evitar novas execuções hipotecárias , que foi a origem da atual crise financeira mundial.

Outro fato que gerou tensão nos mercados acionários de Nova York foi a discussão no Congresso americano a respeito do futuro das três principais montadoras americanas: Ford, Chrysler e General Motors (GM). O total solicitado para manter as empresas em funcionamento soma US$ 35 bilhões.

Na Ásia, só China sobe

Na Ásia, o dia foi de baixa, refletindo os crescentes temores em relação à desaceleração da economia global.

Veja ainda: Grandes empresas continuam a demitir. Credit suíço vai cortar 5,3 mil empregos.

No Japão, o índice Nikkei da bolsa de valores de Tóquio encerrou os negócios nesta quinta-feira com queda de 1,0% a 7.924 pontos. Em Hong Kong, o índice Hang Seng teve uma desvalorização mais branda, de 0,58% a 13.509 pontos.

Saiba mais: pesquisa mostra que contração do PIB japonês pode ser maior.

Na contramão, o índice da bolsa de Xangai registrou uma valorização de 1,84 por cento, para 2.001 pontos, refletindo o bom comportamento das ações de empresas financeiras, que se beneficiaram das medidas adotadas pelo governo na quarta-feira para garantir liquidez.

Câmara proíbe demissão de trabalhador cuja mulher esteja grávida

Aprovado em caráter conclusivo em comissão,
projeto vai ao Senado.Proposta não inclui trabalhador
contratado por tempo determinado.

A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara aprovou nesta quinta-feira (4), em caráter conclusivo, o projeto de lei que proíbe a demissão arbitrária ou sem justa causa do trabalhador cuja esposa ou companheira esteja grávida, durante o período de 12 meses. O projeto segue para o Senado.

O projeto, de autoria do presidente da Casa, Arlindo Chinaglia (PT-SP), estabele ainda que o período será contado a partir da concepção presumida, comprovada por laudo de médico vinculado ao SUS. As informações são da Agência Câmara.

De acordo com o texto, o empregador que desrespeitar a norma está sujeito a multa equivalente a 18 meses de remuneração do empregado. O projeto não se aplica ao trabalhador contratado por tempo determinado, que poderá ser dispensado se o prazo de seu contrato terminar antes que se complete o período de 12 meses.

Para Chinaglia, além de estabelecer um instrumento que permite um aumento da confiança na relação trabalhista, o projeto "tem uma alcance maior, pois "reintroduz um pouco de solidariedade nas relações econômicas".

Senador José Nery (PSOL/PA) prestigia a posse do novo presidente do TRT

O Senador psolista José Nery chega a Teresina nesta sexta-feira (05/12), para prestigiar a posse do Desembargador Manoel Edilson no cargo de Presidente do Tribunal Regional do Trabalho (biênio 2008-2010), por entender que trata-se de uma autoridade comprometida com o combate ao trabalho escravo, uma das bandeiras de luta do PSOL.

A solenidade de posse acontecerá no auditório do Tribunal de Justiça, a partir das 19h00. Antes, porém, o senador José Nery se reunirá com a Direção e militância do PSOL, no auditório do SINDESPI, localizado na rua 19 de novembro,160 (em frente ao Fórum Criminal).

9985 51 66 - Constantino Jr

8823 80 11 - Aldir Nunes

Justiça Federal determina fechamento do AplubVida

A Justiça Federal do Piauí expediu liminar determinando o encerramento das atividades do seguro AplubVida por irregularidades. A decisão foi movida por ação civil pública proposta pelo procurador da República que denunciou diversas irregularidades no funcionamento e comercialização do produto.
Segundo a denúncia do MPF, os sorteios realizados semanalmente pelo AplubVida assemelhavam-se à prática de jogos de azar. Com a decisão judicial, o último sorteio do seguro deve ocorrer neste domingo (07).
De acordo com a decisão judicial, a veiculação de qualquer propaganda relacionada ao produto também foi proibida e o descumprimento de qualquer dessas ordens judiciais implicará na aplicação de multa diária de R$ 10 mil para as empresas responsáveis pela promoção e realização dos sorteios: Bambini Promotora e Agenciadora LTDA; Aplub – Associação dos Profissionais Liberais Universitários do Brasil; Aplub Capitalização S.A. AplubCap; Corretora, Consultoria e Serviços Técnicos Aplub Ltda.
A Superintendência de Seguros Privados (Susep), autarquia federal responsável pela fiscalização das atividades de previdência complementar e emissão ou aquisição de títulos de capitalização, também foi demandada pelo MPF pela omissão no seu dever institucional, ao permitir o comercialização do “AplubVida” no Estado. Caso haja o descumprimento da decisão judicial, ela também será multada.
Irregularidades - Na ação, dentre as irregularidades apontadas pelo MPF estão: a empresa Bambini não possuiria autorização da Susep para comercializar planos de previdência; teria havido desvio de finalidade dos planos de previdência, com o intuito de viabilizar atividades típicas de bingos ou sorteios; o objeto social da Bambini não teria qualquer relação com a previdência privada e teria sido alterado após a criação do AplubVida para viabilizar a participação no negócio; a Bambini não funcionaria no endereço indicado em seu estatuto social, o que seria mais um indício da irregularidade da empresa;
Além disso, a forma de publicidade empregada para divulgar o plano de previdência seria semelhante àquela empregada nos jogos de azar, proibidos por lei; o que, segundo o procurador Leonardo Carvalho, induziria os consumidores a erro. O MPF também denunciou que a venda desse plano de previdência ocorria de forma ostensiva em locais inapropriados, como por exemplo em semáforos, e por pessoas sem qualquer preparo para vender um plano de previdência. Por último, o MPF argumenta que não há qualquer vínculo entre os adquirentes daquele plano e a empresa averbadora.
Em sua decisão, o juiz Nazareno César Reis declara que entre os muitos argumentos utilizados pelo MPF ele centrou-se em dois para conceder a liminar: a constatação de que não há vínculo entre o grupo de participantes e o averbador do AplubVida e o fato de que a Empresa Bambini não funciona no endereço indicado no seu contrato social.
O juiz explica que deveria existir um vínculo entre os compradores, no caso a população que compra as cartelas do seguro, com a empresa AplubVida. O que de fato não acontece. Na decisão ele cita o exemplo de empregados de uma mesma empresa, clientes de um mesmo banco ou filiados de um sindicato que resolvem fazer um seguro de vida coletivo.
“Admitir a contratação de seguro coletivo com pessoas que não mantêm entre si nenhuma relação anterior implica manifesta desfiguração do negócio jurídico em questão, pondo em risco a credibilidade do sistema securitário”, ressalta Nazareno Reis.
Ele acredita que é legítima a preocupação do MPF no sentido de que seja proibida não apenas a continuidade do AplubVida, mas de qualquer outro plano de pecúlio com as mesmas características que venha a ser comercializado pelo grupo. Isso porque numa manobra anterior, quando o MPF ajuizou a ação para impedir a comercialização do Viva Sorte, houve uma modificação do nome e das característica formais do produto com o mero intuito de remover os obstáculos judiciais sob apreciação.

Cresce o número de casamentos e de divórcios no Brasil

Os brasileiros estão se casando e se separando mais.
Em 2007, foram formados sete casais em cada grupo
de mil pessoas, segundo o IBGE.
Ele, divorciado. Ela, solteira. A união de homens como Aldir e mulheres como Isabelli, um casal de dentistas, vem crescendo muito no Brasil nos últimos dez anos.
A cerimônia não pôde ser numa igreja, mas isso não impediu a realização do sonho da noiva, que morava sozinha e agora, além do marido, tem nos fins de semana a convivência com os dois filhos dele. “Você sempre tem medo da aceitação dos filhos, porque é uma pessoa nova chegando numa família que já existe. Mas me dou bem com os filhos dele”, conta Isabelli Oliveira. “O bom relacionamento dos meus filhos com ela é fundamental pra manter o casamento, sem isso a vida não seria possível”, completa Aldir Machado.
A maioria dos casamentos no Brasil ainda é entre solteiros. Desde 2003, o número de registros de uniões cresce bastante no Brasil. Só no ano passado, foram mais de 900 mil casamentos. Cerimônias de casamento coletivo incentivaram os casais a formalizar as alianças.
Os divórcios também batem recorde. Para cada quatro casamentos, houve uma separação, a maioria consensual. “Há uma opção pelo divórcio direto para evitar burocracia. Isso tem impacto nas taxas de divórcio”, diz Cláudio Crespo, gerente de estatísticas do IBGE.
Quem se casa mais são as mulheres mais jovens, que têm entre 15 e 24 anos. Na faixa etária a partir de 25 anos, são os homens que se casam mais. Na média, o primeiro casamento das mulheres é aos 26 anos e o dos homens, aos 29 anos.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Vítimas da tragédia terão direito ao seguro-desemprego

A medida do governo vai beneficiar trabalhadores demitidos e
funcionários de empresas com dificuldade para receber o salário.
Uma medida para aliviar o sofrimento de quem perdeu quase tudo. Os moradores atingidos pela tragédia em Santa Catarina vão poder sacar o seguro-desemprego.
Trabalhadores demitidos por causa da tragédia e funcionários de empresas que estão com dificuldade para receber o salário terão direito ao benefício. O seguro-desemprego será ampliado para estas vítimas. O número máximo de parcelas subiu para sete.
A medida vale para as cidades que estão em estado de calamidade pública, a maioria no Vale do Itajaí. Quem foi demitido por causa da enchente - ou não vai receber o salário porque a empresa onde trabalha está em dificuldade - poderá sacar até sete parcelas do seguro-desemprego. Hoje, são no máximo cinco e só para quem está desempregado. Cada parcela do seguro-desemprego é de, no mínimo, R$ 415.
O governo calcula que a medida possa beneficiar mais de 30 mil trabalhadores.
“A partir da semana que vem, anunciaremos os órgãos onde os trabalhadores poderão procurar para se credenciar, para ter autorização para receber esse amparo do seguro-desemprego para esta região onde está decretado o estado de calamidade pública em Santa Catarina”, anuncia o ministro do Trabalho Carlos Lupi.
O governo também vai aumentar o valor que pode ser sacado do Fundo de Garantia pelo trabalhador em caso de calamidade, mas ainda não decidiu quanto. Hoje, o limite é de R$ 2,6 mil, uma vez por ano.
Esta medida é urgente, o governo já vem discutindo o assunto há dias. Até agora, nenhuma decisão. Estas medidas serão complementadas no futuro com obras de infra-estrutura e previsão de todas estas calamidades.

Montadoras pedem ajuda de US$ 34 bi ao governo dos EUA

GM, Ford e Chrysler apresentam plano de viabilidade ao Congresso.
As três maiores montadoras de automóveis dos Estados Unidos - General Motors, Ford e Chrysler -, apresentaram nesta terça-feira (2) ao Congresso americano uma proposta de plano de resgate por parte do governo para evitar que elas entrem em colapso.

No último dia 20 de novembro, os líderes do Senado e da Câmara dos Representantes haviam dado um prazo até 2 de dezembro para que elas apresentassem um plano de viabilidade para que o Congresso pudesse votar uma ajuda governamental às empresas.

No total, o auxílio pedido pelas três montadoras é da ordem de US$ 34 bilhões.

O plano ainda prevê cortes de gastos, a redução nas dívidas das empresas e um maior investimento em energias limpas em troca dos empréstimos.

A Ford e a General Motors inclusive propuseram que os rendimentos anuais de seus diretores-executivos passem a ser de apenas US$ 1 caso o Congresso aprove a ajuda emergencial.

As vendas das três montadoras caíram drasticamente no último mês, na medida em que os consumidores estão gastando menos por causa da crise econômica. A Ford vendeu em novembro 31% menos veículos em relação ao mesmo período de 2007. Já as vendas da GM caíram 41% neste mês e as da Chrysler 47%.
Empréstimos A General Motros pediu ao governo americano um empréstimo de US$ 12 bilhões, com um adicional de US$ 6 bilhões, caso seja necessário. Já a Ford solicitou uma linha de crédito preventiva de US$ 9 bilhões, que afirmou não esperar usar. Por outro lado, a Chrysler pediu um empréstimo de US$ 7 bilhões para sobreviver à crise. Em seu pedido, a GM afirmou que sacaria US$ 4 bilhões do montante ainda neste mês. A GM ainda afirmou em seu plano de viabilidade que continuaria seus esforços para desenvolver veículos que gastem menos combustível, incluindo um investimento de US$ 2,9 bilhões em combustíveis alternativos.

O plano da GM ainda prevê cortes de gastos, redução de dívidas e dos rendimentos de seus executivos e diminuição de postos de trabalho até 2012. Segundo a proposta, o salário anual do CEO da GM, Rick Wagoner, passaria a ser de apenas US$ 1.

A Ford fez uma proposta semelhante, afirmando que, se precisar utilizar o empréstimo emergencial do governo, seu CEO, Alan Mullaly, passaria a receber US$ 1.

A empresa ainda prometeu vender, como parte de seu plano de corte de custos, cinco de seu jatinhos corporativos e alguns de seus negócios, incluindo a montadora sueca Volvo.

"A Ford está solicitando acesso a um empréstimo ponte de US$ 9 bilhões, mas reitera que espera conseguir completar suas reformas sem acessar os fundos, caso o Congresso os aprove", diz um comunicado divulgado pela empresa.

A montadora disse esperar voltar a ser lucrativa em 2011 e prometeu ainda um investimento de US$ 14 bilhões nos próximos sete anos em veículos mais eficientes em termos de combustível.

Dirigindo

Em mais uma manobra para tentar convencer o Congresso a aceitar o plano de resgate, os executivos das três montadoras prometeram não usar jatos particulares para irem a Washington na próxima quinta-feira (4), onde participam de audiências no legislativo.

Os diretores da Ford e da GM, inclusive, prometeram guiar carros de suas companhias de Detroit até a capital dos EUA.

Nas audiências no Congresso, os executivos das montadoras tentarão convencer os parlamentares a votarem o plano ainda na próxima semana.

Analistas, no entanto, afirmam que não está claro se o Congresso votará o plano de resgate ainda nesta legislatura.

A decisão poderia ser adiada até que o novo Congresso americano tome posse, no dia 6 de janeiro.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Sílvio Mendes anuncia sua equipe de secretários

"O Partido Verde continua com a secretaria municipal
de Meio Ambiente", garantiu o prefeito.
O prefeito Sílvio Mendes anunciou agora pouco sua nova equipe de governo, a partir de janeiro de 2009. Os secretários são:
Charles da Silveira – Secretaria de Governo
Moisés Reis – Procuradoria Municipal
Washington Bonfim – Secretaria de Educação
Felipe Mendes – Secretaria de Finanças
Freitas Neto – Secretaria de Planejamento
José João Braga – Strans
Luciano Nunes – Secretaria de Administração

Para a gerenciar a Fundação Municipal de Saúde (FMS), o prefeito afirmou que convidou o vereador eleito Firmino Filho, mas este estaria refletindo para poder decidir. “O Firmino está refletindo para saber se ele realmente aceita o trabalho na FMS”, declarou.

Quanto ao convite feito ao vereador Edson Melo para assumir a Superintendência de Desenvolvimento Rural, Sílvio Mendes garantiu que realmente o convidou, mas o convite não foi aceito. “Ele foi convidado mas não aceitou não”, contou.

Justiça Federal condena banqueiro Daniel Dantas a dez anos de prisão

Ele foi acusado de tentar subornar um delegado da PF.
Decisão é do juiz Fausto de Sanctis, da 6ª Vara Criminal.

A Justiça Federal condenou o banqueiro Daniel Dantas a dez anos de prisão por corrupção ativa no processo sobre a tentativa de suborno a um delegado da Polícia Federal na Operação Satiagraha. A sentença foi dada pelo juiz Fausto Martin De Sanctis, da 6ª Vara Criminal, nesta terça-feira (2).

Entenda os desdobramentos da Operação Satiagraha Também foram condenados à prisão os outros dois réus no processo, o ex-presidente da Brasil Telecom Humberto Braz, assessor de Dantas, e o professor universitário Hugo Chicaroni. Em gravações feitas pela polícia, eles aparecem em encontros com o delegado Victor Hugo Alves, supostamente negociando a propina. De Sanctis decidiu também que o banqueiro, Braz e Chicaroni devem pagar multas que totalizam R$ 14 milhões. O juiz não determinou que sejam expedidos mandados de prisão contra os condenados, o que significa que eles poderão recorrer da sentença em liberdade.

Outro lado

O advogado Nélio Machado, que defende o banqueiro, disse ao G1 que a decisão é uma “monstruosidade jurídica” e que irá recorrer ao Tribunal Regional Federal (TRF) da 3ª Região, que abrange São Paulo, pedindo que todo o processo seja examinado novamente. Machado, que chegou a entrar com uma ação pedindo o afastamento do juiz do caso, voltou a criticar De Sanctis. Por duas vezes, o juiz determinou a prisão do banqueiro, que conseguiu habeas corpus no Supremo Tribunal Federal (STF).

“Já tinha me colocado de forma a expressar meu descrédito quanto à capacidade de o juiz julgar. Ele cerceou todas as provas, compactou com todas as ilegalidades, inclusive com respeito a participação da Abin (Agência Brasileira de Inteligência). Esse processo não resiste ao exame de um tribunal isento. E o no Brasil há tribunais isentos”, disse. O advogado afirmou ainda que as provas usadas pelo Ministério Público Federal no processo estão comprometidas. “Nossa defesa tem uma infinidade de documentos, inclusive com evidencias de manipulação da prova.”

O G1 está tentando localizar os advogados de Chicaroni. Durante o processo, a defesa do professor universitário afirmou à imprensa que não houve oferecimento de propina por parte dele, e sim um pedido de suborno feito pelo delegado. Os advogados de Humberto Braz também chegaram a afirmar que houve "uma provocação" e que o ex-presidente da Brasil Telecom foi alvo de uma "cilada". A reportagem deixou recado no celular do advogado que o defende e aguarda resposta.

Gravações

A PF usou como prova contra os três gravações em que Chicaroni e Braz aparecem conversando com o delegado Victor Hugo Alves. A PF diz que eles pediram propina para que o nome de Dantas fosse retirado das investigações da operação. Segundo a acusação, Dantas teria ordenado que seu assessor Humberto Braz, ex-presidente da Brasil Telecom Participações - empresa da qual o Opportunity era sócio -, e Chicaroni oferecessem US$ 1 milhão ao delegado. Os três chegaram a ser presos durante a Operação Satiagraha.

Queda de barreira interdita rodovia que liga PR e SC

Acidente pode ter sido causado pela chuva dos últimos dias.
Desvios aumentam percurso em 70 quilômetros, diz PRF.
Uma queda de barreira interrompeu completamente o trânsito na altura do quilômetro 663 da BR-376, a cerca de 50 quilômetros de Curitiba, nesta terça-feira (2). Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), essa é a principal ligação entre Paraná e Santa Catarina. O acidente pode ter sido provocado pela chuva que atingiu a região nos últimos dias e teria encharcado a terra.

A polícia está orientando o motorista a retornar até o quilômetro 657, pelo acostamento, ou a parar em pátios de postos de combustíveis. O mau tempo está atrapalhando as obras de um desvio no trecho. Os trabalhos de remoção da terra devem continuar até o período da tarde. Os motoristas devem evitar o trecho. De acordo com a PRF, passam pelo trecho, em média, mil veículos por hora.

Aumento do percurso

A Polícia Rodoviária informa que há três opções de desvio que podem aumentar o percurso em 70 quilômetros, em média.

Os veículos de carga devem seguir, em Curitiba, pela BR-116, e passar por Mandirituba (PR), Agudos do Sul (PR), Piên (PR), São Bento do Sul (SC), Corupá (SC), Jaraguá do Sul (SC) e, então, acessar a BR-101. Os veículos de passeio que estão em Curitiba podem seguir pela BR-116, por Mandirituba (PR), Agudos do Sul (PR), Piên (PR), Campo Alegre (SC) e acessar a BR-101, na região de Joinville (SC). O motorista de veículos com até 27 toneladas de peso bruto total (PBT) deve sair de Curitiba, pegar a BR-277, usar a balsa em Guaratuba (PR) e, depois, retornar à BR-101.