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sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Lupi diz que ama presidente Dilma e pede desculpa por declarações

O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, pediu desculpas à presidente Dilma Rousseff pelas declarações de que só sairia do cargo "abatido à bala" durante audiência na Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara dos Deputados nesta quinta-feira (10). Conforme apuração do jornal "O Globo, as declarações sobre sua manutenção no cargo não teriam sido bem aceitas por Dilma, que deixou claro para Lupi que ela é quem decide quem fica ou quem sai do governo.

“Presidente, desculpe se eu fui agressivo, não foi minha intenção, eu te amo”, disse Lupi durante o depoimento aos deputados.

“Como vou desafiar a presidente Dilma? Eu a conheço há 30 anos. Não é cargo que nos guia na vida, é a causa”, completou Lupi. O ministro alegou inocência das acusações de suposto desvio de verbas na pasta e disse se sentir “profundamente agredido” pelas denúncias.

Lupi foi à comissão para esclarecer reportagem publicada no fim de semana pela revista "Veja" que apontou envolvimento de funcionários da pastaem um suposto esquema de desvio de recursos de convênios com entidades privadas. Por conta das denúncias, o ministro Carlos Lupi afastou no sábado (5) o coordenador de qualificação da pasta.

Ele compareceu espontaneamente à comissão para evitar ser convocado. Parlamentares da oposição haviam apresentado requerimento de convocação, mas retiraram o pedido diante da iniciativa do ministro. “Vim porque considero uma obrigação. É meu dever dar explicações”, disse Lupi aos deputados.

Durante o depoimento na Câmara, Lupi afirmou ainda que “tem muita gente querendo dar [o primeiro tiro]”. Em seguida, disse que fez a declaração porque gosta de “fazer o embate”, mas voltou a dizer que não quis desafiar a presidente Dilma Rousseff.

Lupi também comparou as denúncias a “um tribunal de inquisição” e desafiou que as provas sejam mostradas. “Se alguém fez algo no ministério foi individual e que pague. Pedi à Polícia Federal para ir fundo”. “Corrupção dentro do meu ministério e do meu meu partido não há. Ninguém vai macular minha vida", afirmou.

Ele também classificou as acusações como “infundadas”. Segundo ele, não se pode misturar problemas administrativos com problemas de corrupção.

Confiança

Lupi disse ter total confiança em seu ex-chefe de gabinete Marcelo Panella, que estaria envolvido nas irregularidades. “Não tem possibilidade do Marcelo Panella estar envolvido em nada que seja irregular”, disse. “Nunca fizemos esquema. Estou afirmando isso. Coloco toda confiança nesse meu companheiro [Panella]”, concluiu.

Segundo reportagem da “Veja”, deputados teriam relatado a Giles Azevedo, chefe de gabinete da presidente Dilma Rousseff, a cobrança de propina a organizações não-governamentais contratadas pelo ministério do Trabalho. Em nota, Giles negou ter recebido as denúncias. Tal fato teria causado a demissão de Panella. Segundo Lupi, Panella deixou o ministério por problemas de saúde.

Lupi também foi questionado se teria utilizado um jatinho de Adair Meira, que controla duas ONGs - a Fundação Pró-Serrado e a Rede Nacional de Aprendizagem, Promoção Social e Integração (Renapsi) – que estariam envolvidas em irregularidades. “Nunca andei em jatinho de Adair, não o conheço (...) Não tenho nenhum tipo de relação com ele, apenas ter conhecido em algum evento público, isto é normal”, disse.

O ministro disse que vai acompanhar as investigações. “Não vou me conformar enquanto isso não chegar ao fim”.

Convênios

Lupi disse ainda que, de 2003 a 2007, o ministério firmou 491 convênios com ONGs. Segundo ele, 97 ainda estão em execução, seis apresentam pendências, 10 estão em análise, quatro prestações de contas foram rejeitadas e oito precisam apresentar documentos adicionais.

Ele afirmou que os convênios da pasta com ONGs são feitos por meio de chamada pública. “Não indicamos, não direcionamos, não temos como vetar participação de ninguém”. De acordo com Lupi, “pode ter tido falha na execução dos projetos, que pode ser sanada, e a ONG tem prazo para cumprir”.

Após a audiência, Carlos Lupi disse não temer ter o mesmo destino de Orlando Silva, que deixou o comando do Ministério do Esporte após uma série de denúncias de irregularidades em convênios firmados entre a pasta e ONGs.

"Não temo [que aconteça o mesmo que o que ocorreu com Orlando Silva] porque comigo até agora não apareceu ninguém para me denunciar”", disse Lupi, em referência as denúncias feitas pelo policial militar João Dias de que Orlando Silva teria recebido dinheiro proveniente do esquema de corrupção na garagem do ministério.

Segundo Lupi, “foi cometida uma "injustiça [contra Orlando], mas eu te garanto que vou até o fim na verificação destas denúncias”".

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Senado - CCJ aprova 'tolerância zero' ao álcool no volante

Dirigir sob efeito de qualquer nível de concentração de álcool ou outra substância psicoativa no sangue poderá ser considerado crime. A comprovação do estado de embriaguez do motorista também poderá ser feita por outros meios, além do uso do bafômetro, como ocorre hoje. Essas medidas constam do PLS 48/11, do senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES), aprovado em decisão terminativa nesta quarta-feira (9) pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ).

De acordo com a proposta, a caracterização do crime poderá ser obtida por meio de testes de alcoolemia (nível de álcool no sangue), exames clínicos, perícia ou outras formas que permitam certificar, técnica e cientificamente, se o condutor está ou não sóbrio. O uso de prova testemunhal, de imagens e vídeos também será admitido para comprovação de um eventual estado de embriaguez.

Ao defender o projeto, o senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES) considerou que o país vive uma "epidemia" de violência no trânsito. Conforme ressaltou, o consumo de álcool é responsável por 40% dos acidentes de trânsito registrados no país.

- É preciso refletir se esse não é o momento de evoluir para a tolerância zero contra esse tipo de atitude - ponderou.

Indicado relator ad hoc , o senador Pedro Taques (PDT-MT) defendeu a aprovação da proposta e comentou que a comissão de juristas encarregada pelo Senado de propor novo texto para o Código Penal também já estaria atenta a formas de restringir a associação entre álcool e volante.

Taques acolheu emendas do senador Demóstenes Torres (DEM-GO) para melhor especificar a punição dos infratores envolvidos em acidentes de trânsito que resultem em lesão corporal grave (reclusão de 3 a 8 anos); gravíssima (reclusão de 6 a 12 anos) e morte (reclusão de 8 a 16 anos). Multas e suspensão ou proibição da permissão para dirigir serão outras penas aplicáveis nas infrações de trânsito por embriaguez.

Bombom

Como a proposta passa a considerar crime qualquer nível de concentração de álcool no sangue, a senadora Marta Suplicy (PT-SP) mostrou preocupação de que um condutor retido em uma blitz pudesse ser alvo de inquérito policial simplesmente por ter comido um bombom recheado com licor antes de dirigir. Pedro Taques tranquilizou a senadora afirmando que uma pessoa nessa situação não teria embriaguez comprovada nem em teste de bafômetro nem em exames físicos ou visuais.

Os senadores Sérgio Petecão (PSD-AC) e Marcelo Crivella (PRB-RJ) também se manifestaram a favor da matéria, que, se não for alvo de recurso para votação pelo Plenário do Senado, seguirá direto para a Câmara dos Deputados.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

'Sou osso duro de roer', diz ministro do Trabalho sobre denúncias

Reportagem apontou suposto desvio de recursos

no Ministério do Trabalho. Carlos Lupi, do PDT,

quer se reunir com bancada do partido e com Dilma.

O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, afirmou nesta segunda-feira (7) que seu cargo está à disposição da presidente Dilma Rousseff, mas que é "osso duro de roer" e vai cobrar apuração das denúncias envolvendo a pasta.

"O cargo está sempre à disposição da presidente. Agora, eu sou osso duro de roer. Eu quero ver até onde vai essa onda de denuncismo. Eu quero que se apure com profundidade e se prenda, cadeia, para o corrupto e para o corruptor", disse Lupi à TV Globo no início da tarde no aeroporto de Brasília ao chegar do Rio, onde passou o fim de semana.

Reportagem publicada neste fim de semana pela revista "Veja" aponta envolvimento de funcionários da pasta em um suposto esquema de desvio de recursos de convênios com entidades privadas. Por conta das denúncias, o ministro Carlos Lupi afastou no sábado (5) o coordenador de qualificação da pasta, Anderson Alexandre dos Santos. O G1 não conseguiu contato com Anderson Santos.

Carlos Lupi afirmou que quer se reunir com a presidente Dilma para explicar a ela as denúncias envolvendo a pasta. No entanto, não há previsão de o ministro ser recebido por Dilma nesta segunda.

No fim de semana, Lupi afirmou, por meio de sua assessoria, que solicitou ao ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, que a Polícia Federal seja "acionada imediatamente" para apurar as denúncias.

"Pedi ao Ministro da Justiça que, através da Policia Federal, leve as investigações até o fim, e aponte nomes, registros telefônicos e tudo mais que possa ser identificado como prova. (...) Se tem alguém usando a estrutura do ministério para desviar dinheiro público, que seja devidamente enquadrado e responda por isso", afirmou Lupi, em nota divulgada pela assessoria.

Representação

Mais cedo nesta segunda, parlamentares do PDT, partido do ministro, afirmaram que estudam uma representação na Procuradoria Geral da República contra Lupi.

A representação foi discutida nesta manhã pelos senadores Pedro Taques (PDT-MT) e Cristovam Buarque (PDT-DF), além dos deputados federais Reguffe (PDT-DF) e Miro Teixeira (PDT-RJ). A assessoria do Ministério do Trabalho afirmou que Lupi não vai se manifestar "por enquanto" sobre o assunto.

"Não podemos cair na opção de não analisar. Então, estamos estudando entrar com uma representação na PGR. Eu entendo que a representação tem de ser feita pelo próprio PDT na PGR. Não podemos pré-julgar, mas sabemos que a posição é grave", disse Taques.

O senador disse que conversou com o ministro Carlos Lupi por telefone ainda no final de semana. Segundo ele, Lupi pretende chamar uma reunião com os parlamentares nesta terça para explicar as denúncias de irregularidades envolvendo sua pasta.

Centrais sindicais

Nesta segunda pela manhã, a Força Sindical, presidida pelo deputado federal Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho da Força, e mais quatro centrais sindicais divulgaram nota de apoio a Lupi.

"As centrais sindicais signatárias deste documento manifestam solidariedade ao ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, que está sendo vítima, assim como o movimento sindical, de uma sórdida e explícita campanha difamatória e de uma implacável perseguição política, que visa a desestabilização do governo e o linchamento público do titular da pasta."

Corpo de cinegrafista é velado no Rio

Gelson Domingos morreu durante operação policial

na Zona Oeste. Patrulhamento na Favela de Antares

segue reforçado após confronto.

O corpo do cinegrafista da TV Bandeirantes Gelson Domingos da Silva está sendo velado na manhã desta segunda-feira (7) no Cemitério Memorial do Carmo, no Caju, na Zona Portuária do Rio. Gelson morreu no domingo (6) com um tiro no tórax durante cobertura de uma operação policial na Favela de Antares, na Zona Oeste. Ele usava um colete à prova de balas quando foi atingido. O enterro do cinegrafista está previsto para as 14h, no mesmo local.

"Está todo mundo triste. Meu irmão era muito querido", disse o irmão da vítima, Paulo Domingos.

"Todo mundo está sofrendo muito com a família, os amigos, companheiros de trabalho na Bandeirantes, TV Brasil. O que nos cabe é rezar e orar com a família nesse momento tão difícil para todos nós", disse o vice-presidente do Grupo Bandeirantes, Frederico Nogueira.

"É um baque. Em quase 30 anos de profissão nunca enterrei um amigo morto no front. A cobertura jornalística no Rio é muito dura, muito pesada. É uma dor que não tem tamanho. Nunca pensei em estar desse lado da notícia. Era uma tragédia anunciada, algum de nós ia cair. A gente não sabe quem será o próximo. A gente não sabe como vai ser o amanhã. Será que temos que dar um passo à frente ou recuar?

O Gelson era um profissional superexperiente, detalhista, apaixonado pelo que fazia, brincalhão e doce", disse, emocionada, a jornalista Deise Marçal, que trabalhava com Gelson havia 4 anos na TV Brasil.

"Por mais protegido que o jornalista esteja, com colete à prova de balas, dependendo da proximidade da arma, a proteção não vai segurar. Esse limite deve ser muito bem avaliado. O tráfico não pode calar a imprensa, ao mesmo tempo que o jornalista não pode ser exposto ao perigo. Já recebemos denuncias de que alguns coletes estavam com prazo de validade vencido", afirmou Rogério Marques, diretor do Sindicato dos Jornalistas do Rio de Janeiro.

Patrulhamento reforçado

A operação policial terminou com nove presos e cinco mortos. O patrulhamento na comunidade segue reforçado nesta nesta manhã. Segundo a PM, não houve registro de novos confrontos na favela nesta madrugada. De acordo com o 27º BPM (Santa Cruz), policiais militares dos batalhões de Operações Especiais (Bope) e do Choque estão na comunidade. Eles contam com o apoio de outras unidades da Zona Oeste.

Cinegrafista alertou policiais

O cinegrafista chegou a alertar que ele e policiais militares haviam sido vistos pelos criminosos. O anúncio feito pelo jornalista ocorreu pouco antes de ele ser atingido. Os jornalistas e cinegrafistas só entraram na favela depois que policiais do Choque informaram ter recebido a informação do Bope de que a comunidade havia sido tomada e a situação estaria sob controle.

E mesmo com a informação de que a favela estava tomada, as precauções continuaram: orientados pelos policiais, o repórter e o cinegrafista da Band e o cinegrafista da Globo seguiram juntos. Em seguida, o cinegrafista da Record se juntou ao grupo.

Em pouco tempo, a informação de que o Bope havia tomado a área se revelou errada. Logo se ouviram novos tiros. Os policiais decidiram então seguir com os cinegrafistas, sem saber, direto para o ponto onde os bandidos estavam encurralados por homens do Bope. No final da rua, a tensão aumentou. Os policiais perceberam o perigo e os tiros recomeçaram.

Nas imagens gravadas pelo cinegrafista da TV Globo não é possível ver, mas Gelson está filmando do outro lado da rua e acaba atingido. Com o cinegrafista da Bandeirantes caído, o tiroteio continuou.

Gerente do tráfico preso

Em nota, a Polícia Militar lamentou a morte de Gelson. Segundo a assessoria da PM, baseada em informações do comando da operação, entre os presos está o homem que seria gerente do tráfico no local, e seu suposto braço direito. Os outros quatro mortos seriam suspeitos.

Durante a operação também foram apreendidos um fuzil AR 15, três pistolas, quatro carregadores de fuzil, três carregadores de pistola, cinco radiotransmissores, dez motocicletas, além de drogas.

A polícia informou que o objetivo da ação era checar informações da área de Inteligência do Bope e do Choque de que líderes do tráfico fortemente armados se reuniam no local.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Assembléia e paralisação com ato público do magistério municipal

Prefeitura divulga resultado do concurso da FMS

O resultado do concurso da Fundação Municipal de Saúde (FMS) foi divulgado na manhã desta terça-feira (1º) no Salão Nobre do Palácio da Cidade, pelo prefeito Elmano Férrer e pelo presidente da FMS, Pedro Leopoldino.

O concurso, que foi realizado para cadastro de reserva abrangendo todos os grupos funcionais da administração, tem validade de dois anos, prorrogável por igual período. Os aprovados no certame serão convocados para substituir os serviços prestados após a homologação do concurso, conforme a necessidade e o surgimento de vagas dentro da FMS.

Mais de 20 mil candidatos ficaram classificados e presidente da FMS, Pedro Leopoldino, afirmou que nenhum servidor da saúde municipal será mais terceirizado. "Com este concurso, atendemos a uma recomendação do Ministério Público e todos os servidores da FMS, que antes eram terceirizados, serão substituídos por profissionais aprovados no concurso público", explicou Leopoldino.

O presidente ressaltou que, de início, serão substituídas cerca de 1.300 pessoas que trabalham atualmente de forma terceirizada. "Faremos uma adequação no quadro de funcionários fazendo a substituição por pessoas concursadas. No entanto, mais pessoas poderão ser convocadas ao longo do período de validade de concurso", frisou.

Elmano Férrer, prefeito de Teresina, informou que somente neste ano mais de 2.500 pessoas foram admitidas na Prefeitura por meio de concurso público. Ele fala que esta é a forma mais democrática para a entrada no serviço público. "Estamos realizando vários concursos públicos e convocando os aprovados. Somente no último ano, convocamos mais concursados do que nos últimos três anos. Essa é a vontade do prefeito e da Prefeitura, fazer com que as pessoas entrem no serviço público da forma mais honrada possível", declarou Elmano.