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segunda-feira, 21 de abril de 2008

ORGANIZAÇÃO DE MULHERES SUDs REALIZA OFICINAS

Líderes da Sociedade de Socorro - organização de mulheres de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias - realizaram nesse último sábado (19) uma REUNIÃO DE APRIMORAMENTO PESSOAL, FAMILIAR E DOMÉSTICO, na capela da Ala Taquari, localizada no conjunto Primavera Leste, zona leste de Teresina.
A reunião contou com a presença significativa de membros das diversas Alas da Estaca Teresina Brasil Horto, que, na oportunidade, participaram das oficinas de ALFABETIZAÇÃO E EDUCAÇÃO; SAÚDE FÍSICA; ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS; FORÇA ESPIRITUAL, EMOCIONAL E FÍSICA e ARMAZENAMENTO DOMÉSTICO.
A atividade que teve início às 16 horas foi encerrada com um farto e delicioso lanche de confraternização.

ESTÁ NO ESTADÃO - O CASO ISABELLA - Populares querem justiça

Detidos 2 por tentar invadir prédio de família da madrasta
SÃO PAULO - A Polícia Militar (PM) deteve nesta segunda-feira, 21, dois homens acusados de tentar invadir o prédio onde vivem os pais de Anna Carolina Jatobá, madrasta da menina Isabella Nardoni. A dupla tentou entrar no edifício em Guarulhos, na Grande São Paulo, por volta das 15h30, quando um carro deixava o imóvel. De acordo com a Rádio CBN, cerca de 40 manifestantes estavam no local no momento da confusão. Eles pediam justiça. Acusados de desacato, os dois homens foram encaminhados ao 2º Distrito Policial da cidade. VEJA TAMBÉM Avô de Isabella diz que polícia ignora provas importantes Fotos do apartamento onde ocorreu o crime Cronologia e perguntas sem resposta do caso Tudo o que foi publicado sobre o caso Isabella Estão previstos para terça-feira os depoimentos do advogado Antônio Nardoni e da filha dele, Cristiane Nardoni, avô e tia de Isabella Nardoni, na 9ª Delegacia de Polícia (Carandiru), na zona norte de São Paulo. O horário e a ordem dos depoimentos não haviam sido definidos até a manhã desta segunda-feira, 21, segundo a assessoria de imprensa da Secretaria da Segurança Pública (SSP) de São Paulo. Inicialmente os depoimentos do avô paterno e da tia estavam previstos para o sábado, 19, mas por causa do cansaço da família, os advogados e os delegados envolvidos no caso decidiram pelo adiamento. O 9º DP apura a morte da menina, de 5 anos, no dia 29 de março. De acordo com a polícia, Isabella foi agredida e jogada pela janela do apartamento de seu pai, Alexandre Nardoni, no edifício London, na Vila Mazzei, também na Zona Norte de São Paulo. Alexandre e a madrasta de Isabella, Anna Carolina Jatobá, depuseram na sexta-feira (18) e foram indiciados por homicídio qualificado. "Somos inocentes" No domingo, dois dias após terem sido exaustivamente interrogados no 9º DP, pai e madrasta da menina Isabella deram uma entrevista ao 'Fantástico', da Rede Globo. Eles estavam na casa dos pais dela, em Guarulhos. Alexandre e Anna Carolina responderam todas as perguntas da reportagem, segundo a Globo. A única exigência feita foi que a entrevista fosse gravada em DVD e que ficassem com uma cópia. O material apresentado pela emissora aparentava pelo menos três cortes de edição (quando a imagem corta e pula para a seqüência). Eles alegaram inocência repetidas vezes. "Nós somos totalmente inocentes", disse Anna Carolina, chorando, agarrada a um terço na mão esquerda. Por vezes, os dois falaram ao mesmo tempo - Anna Carolina se manifestava enquanto o marido respondia a alguma pergunta. Em alguns momentos, Alexandre desviava o olhar. Anna Carolina, ao contrário, respondia olhando fixamente para o repórter. Na primeira declaração à imprensa após a morte da
Na primeira declaração à imprensa após a morte da menina, em 29 de março, o casal disse que acredita que uma terceira pessoa matou Isabella. Questionada sobre isso, Anna Carolina respondeu, assertiva: "Com certeza." Eles falaram ainda da vida com e sem Isabella e do drama que viveram na cadeia. No início das investigações, a polícia pediu a prisão temporária do casal, que ficou oito dias preso. Anna disse que tem medo de voltar para a cadeia. Sobre a relação com a filha, Alexandre afirmou, pausadamente: "Eu nunca encostei um dedo da minha filha." Anna Carolina Jatobá emendou: "Eu também nunca encostei nela, nunca, nunca na minha vida." Segundo os dois, Isabella nunca deu trabalho para ninguém. Chorando muito, Anna falou do carinho que Isabella tinha por ela. "Ela fazia um coraçãozinho", disse, formando a imagem com os dedos. "Ela fazia coraçãozinho no vapor do box", disse, contando que tomavam banho juntas. Alexandre disse, pelo menos três vezes, que os cinco (ele, Anna Carolina, Isabella, e os filhos do casal, Cauã e Pietro, de 1 e 3 anos) sempre foram muito unidos. "Ela (Isabella) era tudo pro Cauã e pro Pietro. Ela era a segunda mãe pro Cauã, ele queria ir só com ela", afirmou Alexandre. "Ela estudava com o Pietro na mesma escola. O Cauã trocava a gente para ficar com ela", completou Anna Carolina. "Não temos nem como ir ao cemitério. Não podemos fazer isso. As pessoas estão prejulgando a gente sem nem nos conhecer", disse Alexandre, culpando a mídia pela exposição do caso. "Tinham de conhecer ao menos um pouquinho para fazer qualquer julgamento." Sobre o relacionamento em família, só falaram de harmonia. "Estávamos sempre brincando. Ela adorava que eu brincasse com ela", disse Anna Carolina. "A Isabella sempre chamava Anna de ‘tia Carol’", contou Alexandre. "Quando ela estava em casa, onde um ia, iam todos. Não nos separávamos. A gente se programava em relação a quando ela estaria em casa", contou Anna Carolina. "Isso dói. Isso acaba com a nossa vida. Destruíram nossa vida em segundos", concordaram os dois. "Para a polícia só existia nós dois no apartamento", desabafou Anna Carolina. Questionados sobre o que teria levado alguém a matar Isabella, afirmaram: "É o que a gente se pergunta também. Todos os dias, todas as noites." E Alexandre emendou: "Como alguém podia fazer isso com a Isabella, uma criança dócil, uma criança que sempre estava sorrindo." "Eu tinha ela como minha filha. Era minha filha postiça", revelou Anna Carolina. A madrasta revelou também que a menina tinha vergonha, mas por duas vezes a chamou de "mamãe". Uma vez, estavam brincando no apartamento e ela teria dito: "Ai, papai, não bate na mamãe." E o casal ainda fez uma revelação: "O sonho dela era morar com a gente." Anna Carolina disse que nunca teve ciúmes da menina. "Meu amor por ela é inexplicável. Meus filhos são tudo na minha vida. Como posso dizer, se eu pudesse não trabalhava para ficar com eles o tempo todo", contou Alexandre."Estamos pagando por uma coisa que não fizemos", afirmou Anna Carolina. "Eu não consigo explicar o que estão fazendo com a gente", repetiu Alexandre. "Prejulgaram e condenaram, sem ao menos nos conhecerem." Reconstituição A polícia decidiu que não haverá acareação entre Alexandre Nardoni e Anna Carolina Trotta Peixoto Jatobá. Motivo: as respostas dadas às 50 perguntas do interrogatório foram vagas. Eles foram indiciados por homicídio doloso triplamente qualificado (motivo torpe, cruel e sem possibilidade de defesa). Com informações preliminares dos laudos do Instituto de Criminalística (IC) e do Instituto Médico-Legal (IML) - o laudo final só ficou pronto na tarde de sábado -, a polícia já tinha traçado estratégia para que a madrasta de Isabella, confessasse participação no crime.
Nos dias que antecederam o depoimento do casal, os policiais decidiram que iriam dizer a Anna Carolina que ela poderia responder criminalmente apenas por lesão corporal dolosa, e não por homicídio. Isso porque Isabella morreu em decorrência da queda. Para os delegados responsáveis pela investigação, tudo indica que a madrasta agrediu e asfixiou a criança, e Alexandre Nardoni, o pai, jogou a menina pela janela.
A estratégia não deu certo. Durante as oito horas que durou o interrogatório de Alexandre, Anna Carolina ficou numa sala da delegacia, acompanhada por um advogado, por seu sogro, Antônio Nardoni, e por um investigador. Chorou o tempo todo. Só se controlou perto das 20 horas. Então, sem se alterar nas cinco horas de interrogatório, Anna permaneceu negando participação na morte de Isabella. Questionada sobre marcas de sangue de Isabella no carro da família, foi taxativa: “Desconheço”. Segundo os policias ela estava “muita fria” durante o interrogatório. Sustentou a versão apresentada desde as primeiras horas após o crime, quando foi ouvida no 9º Distrito Policial pela primeira vez.
Já o pai chorou uma única vez durante o interrogatório. Foi quando ele começou a ver o álbum de fotografias montado pela delegada-assistente do 9º DP (Carandiru), Renata Helena Pontes. Nele havia fotos de Isabella desde que ela tinha dois meses de idade e termina com a foto do corpo, tirada no Instituto Médico Legal (IML). Terminado o interrogatório, Alexandre foi para a sala do chefe dos investigadores onde Anna Carolina passou a tarde toda. Lá conversou descontraidamente com os policiais e ainda perguntou: “Como é ser policial?”.
Agora, a polícia planeja fazer a reconstituição do crime e espera contar com a participação do casal, que não é obrigado a isso. Os policiais ainda não decidiram quando, mas consideram provável um pedido de prisão preventiva de Alexandre e Anna Carolina depois que o inquérito policial for relatado à Justiça. Caberá, então, ao Ministério Público Estadual analisar as provas e decidir se vai ou não denunciar o casal pelo assassinato. O juiz também deverá ouvir o promotor antes de decidir se decretará ou não a prisão dos acusados.

sábado, 19 de abril de 2008

ESTÁ NO O GLOBO - Detalhes sobre a morte de Isabella

Pai e madrasta devem ser convocados para reconstituição do crime
SÃO PAULO - Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, pai e madrasta da menina Isabella Nardoni, assassinada no último dia 29, deverão ser convocados novamente pela polícia, agora para participar da reconstituição do crime. A polícia espera fazer isso já na próxima semana. Existe a possibilidade de que a polícia civil apresente o pedido de prisão preventiva do casal também nesta semana, após o indiciamento de ambos nesta sexta-feira por homicídio doloso, triplamente qualificado. Alexandre e Anna Carolina são os únicos suspeitos do crime.
O depoimento de Antonio e Cristiane Nardoni, pai e irmã de Alexandre, que estava marcado para este sábado, deve acontecer na terça-feira , mas não vai mudar as conclusões a que a polícia chegou: Anna Carolina esganou a menina e Alexandre jogou a filha do sexto andar do apartamento onde morava, na zona norte de São Paulo. A polícia pediu a quebra do sigilo telefônico da irmã de Alexandre. Ela recebeu um telefonema na noite da morte de Isabella e teria dito uma frase que comprometeria o irmão. Ela nega ter dito qualquer frase neste sentido.
Antonio Nardoni disse que a polícia já tirou suas conclusões e que não há interesse em ouvir mais testemunhas de defesa. - Mostramos que existe vulnerabilidade no prédio, mas a polícia já tem sua conclusão. Eu não concordo - afirmou neste sábado. Depois de ouvir as últimas testemunhas do caso, o próximo passo da polícia é incluir os laudos no inquérito e fazer o relatório final. Isso pode acontecer antes do pedido de prisão preventiva. - O pedido de prisão preventiva tem que ser muito bem embasado - disse o diretor do Departamento de Polícia Judiciária (Decap), Aldo Galiano. Os laudos eram peça importante do inquérito e foram concluídos apenas na madrugada de sexta-feira. Eles embasaram as perguntas que os delegados Calixto Calil Filho e Renata Pontes fizeram ao casal durante interrogatório de cerca de 13 horas na sexta e madrugada do sábado. Após a conclusão do inquérito, um relatório será elaborado e enviado ao Ministério Público Estadual. Todas as provas colhidas durante a investigação estarão anexadas. O promotor Francisco Cembranelli, responsável pelo caso, terá então dez dias para oferecer a denúncia do casal à Justiça se concordar com as conclusões do inquérito. Depois, a Justiça também tem dez dias de prazo para decidir se aceita ou não a denúncia contra o casal. Se o juiz aceitar a denúncia terá início a ação penal. Em caso de não aceitar, o processo será arquivado. Anna Carolina Jatobá e Alexandre Nardoni foram indiciados por homicídio doloso, triplamente qualificado. As agravantes do crime são motivo torpe, meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima. Com as qualificadoras , a pena em caso de condenação pode chegar a 30 anos de prisão.
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Pai de Alexandre diz que polícia não tem mais interesse em ouvir testemunhas de defesa
SÃO PAULO - Antonio Nardoni, pai de Alexandre Nardoni, disse neste sábado que a polícia não tem mais interesse em ouvir novas testemunhas de defesa porque já tem sua conclusão sobre a morte da menina Isabella Nardoni, de 5 anos: ela foi esganada pela madrasta, Anna Carolina Jatobá, e jogada do prédio pelo próprio pai, Alexandre Nardoni. O casal foi indiciado por homicídio doloso, quando há intenção de matar. Segundo o pai de Alexandre, apesar dos advogados de defesa do casal terem testemunhas que atestam que o prédio onde o crime aconteceu é vulnerável, o que possibilitaria a entrada de uma terceira pessoa, a polícia descartou essa hipótese. Segundo laudos do Instituto de Criminalística, somente Anna Jatobá e Alexandre estavam no apartamento no momento do crime. - Mostramos que o prédio é vulnerável, sugerimos mais testemunhas, mas a polícia já tem a conclusão como foi mostrado nesta sexta-feira. Já existe uma posição e eu discordo dela. Nõs vamos até o fim para provar que eles são inocentes. A defesa não vai mudar - afirmou o avô de Isabella.
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Perícia achou sangue de Isabella no carro e na entrada do apartamento
SÃO PAULO - Laudos do Instituto de Criminalística (IC) revelam que havia sangue no carro de Alexandre Nardoni, no apartamento da família e na sola do sapato de Anna Carolina Jatobá, a madrasta de Isabella. Estes dados estavam sendo mantidos em segredo pela polícia para confundir a defesa do casal. De acordo com a polícia, havia sangue de Isabella no encosto do banco do carro, no assoalho do veículo e na lateral da cadeirinha de bebê. No apartamento, o sangue foi encontrado já no hall de entrada e fazia um caminho até o quarto dos filhos do casal. Confrontada com a informação durante o depoimento, Anna Carolina disse deconhecer as marcas de sangue.
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Polícia indicia o pai e a madrasta de Isabella
Nesta sexta, depois de mais de treze horas de depoimento, Alexandre Nardoni e sua mulher Anna Carolina Jatobá foram indiciados por homicídio doloso pela morte da menina Isabella Nardoni, de 5 anos, que foi jogada do sexto andar do apartamento do pai dela. Segundo a polícia, os depoimentos do casal apresentaram várias contradições. Pessoas que acompanharam o depoimento de Anna Carolina disseram que ela foi bastante econômica e fria nas respostas a 50 perguntas feitas pelos delegados. Sobre as manchas de sangue achadas no carro do casal, numa fralda e toalha usadas para transportar e limpar Isabella, Anna Carolina respondeu da mesma forma: - Desconheço - afirmou.

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Pai e irmã de Alexandre Nardoni vão depor na terça-feira
SÃO PAULO - Os depoimentos de Antonio e Cristiane Nardoni, pai e da irmã de Alexandre Nardoni, foram adiados para a próxima terça-feira, de acordo com a polícia. Eles estavam previstos para este sábado no 9º distrito policial, no Carandiru. Mas os advogados de defesa da família Nardoni alegaram cansaço, já que ficaram até 5h deste sábado acompanhando os depoimentos de Alexandre e Anna Carolinna Jatobá. Eles pediram o adiamento, que foi aceito pelos delegados.

ESTÁ NO SITE DA ANISTIA INTERNACIONAL - MULHERES

Brasil: Mulheres sofrem conseqüências da crise de segurança pública em comunidades marginalizadas
Na ausência do Estado, chefes do tráfico e líderes de gangues são a lei na maioria das comunidades carentes. Eles punem e protegem, e usam mulheres como troféus ou instrumentos de barganha.A íntegra do relatório, em português, está disponível para download.ATUE: Veja como participar Em relatório divulgado hoje, a Anistia Internacional revelou as histórias não contadas de mulheres forçadas a viver, educar seus filhos e lutar por justiça nas favelas do Brasil.
“A realidade para as moradoras de comunidades carentes é catastrófica. São as vitimas escondidas da violência criminal e policial que tem dominado suas comunidades há décadas,” disse Tim Cahill, pesquisador sobre temas relacionados ao Brasil na Anistia Internacional.
O Estado brasileiro está praticamente ausente nas comunidades marginalizadas e muitas vezes o único contato dos moradores com o governo se dá através de invasões policiais esporádicas e militarizadas.
Apesar de o governo brasileiro ter lançado um novo projeto que promete acabar com décadas de negligência, pouco foi feito para que fossem analisadas e atendidas as necessidades específicas das mulheres que vivem nestas comunidades.
“Longe de protegê-las, muitas vezes a polícia submete mulheres a revistas ilegais feitas por agentes masculinos, utiliza linguagem abusiva e discriminatória e as intimida, especialmente quando elas tentam intervir para proteger um familiar,” disse Tim Cahill.
Mulheres que lutam por justiça para seus filhos e companheiros acabam na linha de frente, enfrentando ameaças e abusos por parte da polícia.
“Na ausência do Estado, chefes do tráfico e líderes de gangues são a lei na maioria das comunidades carentes. Eles punem e protegem, e usam mulheres como troféus ou instrumentos de barganha”, afirmou Tim Cahill.
Usadas como “mulas” ou como “iscas” por traficantes de drogas, mulheres são consideradas descartáveis tanto por criminosos quanto policiais.
A Anistia Internacional ouviu histórias de mulheres que tiveram a cabeça raspada quando acusadas de infidelidade e que eram forçadas a ceder favores sexuais como pagamento de dívidas. Além disso, um número cada vez maior de mulheres está indo para o sistema prisional brasileiro, superlotado e com péssimas condições de higiene, onde estão sujeitas a abusos físicos e psicológicos – em alguns casos ate mesmo ao abuso sexual.
Os efeitos do crime e violência ecoam em comunidades inteiras, afetando seriamente serviços básicos, como saúde e educação. Se as clínicas locais estiverem localizadas no território de uma gangue rival, mulheres são forçadas a se deslocar por quilômetros para ir ao médico. Creches e escolas podem ser fechadas durante longos períodos por conta de operações policiais ou da violência criminal. Profissionais das áreas de saúde e educação muitas vezes têm medo de trabalhar em comunidades dominadas pelo tráfico.
Mulheres em comunidades carentes vivem sob constante estresse. Nas palavras de uma delas: “Eu vivo dopada, tomo remédio de maluco! Aquele diazepan para dormir. Porque se estou lúcida não consigo dormir, com medo. Dopada, pego minha filha, me jogo no chão, para me proteger do tiroteio e durmo a noite toda. Se minha filha perder a chupeta, ela vai chorar a noite toda, porque deu oito horas da noite eu não saio mais de casa”.
“Os direitos dessas mulheres são violados pelo Estado de três maneiras: este apóia práticas policiais que conduzem a execuções extrajudiciais; perpetua um sistema que torna o acesso à justiça extremamente difícil, senão impossível; e as condena à miséria”, disse Tim Cahill.
O Estado brasileiro introduziu algumas iniciativas positivas, como a lei Maria da Penha, que aumenta a proteção às mulheres vítimas de violência doméstica – mas esta ainda precisa ser integralmente implementada.
Políticas amplas e de longo prazo, que objetivem a melhora das condições de vida de mulheres em comunidades marginalizadas, são extremamente necessárias para o fim da violência contra a mulher. Como primeiro passo, a Anistia Internacional urge o governo brasileiro a integrar as necessidades das mulheres no novo plano de segurança pública, o Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (PRONASCI).
Contexto
Este relatório foi baseado em entrevistas feitas com mulheres em seis estados - Bahia, Sergipe, Pernambuco, Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Sul – feitas entre 2006 e 2007.

sexta-feira, 18 de abril de 2008

ESTÁ NO O GLOBO - DEPOIMENTOS X INDICIAMENTO

Pai e madrasta devem ser indiciados por morte de Isabella, diz polícia Publicada em 18/04/2008 às 13h17mGloboNews TV, O Globo Online, Diário de S.Paulo
SÃO PAULO - Alexandre Nardoni, 29, e Anna Carolina Jatobá, 24, devem ser indiciados nesta sexta-feira, após prestarem depoimento no 9º Distrito Policial. Segundo fontes da polícia, eles passam a ser acusados pela morte de Isabella de Oliveira Nardoni, 5, jogada pela janela do apartamento do pai no último dia 29. O indiciamento não significa que o casal será preso. O depoimento de Alexandre começou por volta de 11h30m, com uma hora de atraso. Anna Carolina será ouvida em seguida. A polícia afirma que ele está respondendo às perguntas sobre a morte da filha. Segundo os advogados de defesa, o casal voltará a negar o crime e reafirmar o que já disse à polícia no primeiro depoimento Nesta sexta, Isabella completaria 6 anos. Uma multidão faz vigília do lado de fora da delegacia. Por várias vezes, as pessoas cantam 'Parabéns a você'. Na frente da casa do pai de Alexandre, onde o casal está hospedado desde que saiu da cadeia, após cumprir oito dias de prisão temporária, um grupo de pessoas se reuniu para cantar Parabéns diante da residência à meia-noite. Dois pichadores foram detidos ao inscrever 'Justiça' num muro na rua. Eles foram levados pela polícia, mas outros jovens terminaram de escrever a frase. A mãe da menina, Ana Carolina de Oliveira, foi nesta manhã visitar o túmulo da filha. Tumulto na saída para a delegacia A saída de Alexandre e Anna Carolina foi tumultuada por conta da grande aglomeração de curiosos e jornalistas na porta da casa. Por duas vezes um carro da família tentou deixar a garagem e não conseguiu. Os advogados pediram apoio da polícia e o casal teve de sair caminhando para entrar num carro do Grupo de Operações Especiais (GOE). Na saída, pessoas jogaram pedras e pedaços de objetos em direção aos dois, que tiveram de ser protegidos por escudos. Anna Carolina Jatobá chorou; Alexandre saiu de cabeça baixa. O trajeto foi percorrido com escolta, sem paradas em semáforos. Os depoimentos do pai e da madrasta são tomados separadamente. Cada um ficará acompanhado por pelo menos um advogado. As perguntas são feitas pelo delegado Calixto Calil Filho e pela delegada assistente Renata Pontes, que conduziram o inquérito. Os dois são os únicos suspeitos pela morte de Isabella. Laudos estão prontos Três laudos sobre as causas e circunstâncias da morte de Isabella foram concluídos na madrugada. O maior e mais completo deles, o de crime contra a pessoa, tem mais de 100 páginas. São mais de 60 fotos e detalhes do que aconteceu no dia do crime. Foram finalizados também o laudo necroscópico do Instituto Médico Legal (IML), e um outro documento, feito pelo Núcleo de Identificação do Instituto de Criminalística (IC), que analisou a fita do prédio em frente do Edifício London, onde Isabella morreu.

ANIVERSÁRIO DE ISABELLA NARDONI

Hoje Isabella, se não a tivessem matado, festejaria seu sexto aniversário
(18/04/2002 - 29/03/2008)
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JORNAL HOJE - Homenagens a Isabella
Isabella completaria 6 anos de vida nesta sexta-feira, mas Isabella não está viva: foi morta de forma brutal, covarde e cruel. No dia de seu aniversário, colegas de escola fizeram uma homenagem pra amiguinha e a mãe foi ao cemitério, pela manhã, visitar o túmulo da filha. Na quinta-feira, houve muita emoção durante uma missa especial para Isabella.
Ana Carolina Oliveira chegou acompanhada de amigos e parentes para assistir a uma missa do padre Marcelo Rossi. Todos vestiam camisetas com a foto de Isabella e com a frase: "Para sempre nossa estrelinha".
A menina foi homenageada várias vezes durante a celebração. Emocionada, Ana Carolina cantou, bateu palmas e rezou. Na saída do santuário, a mãe da garota recebeu manifestações de carinho. Numa página de relacionamentos na Internet, Ana Carolina de Oliveira bloqueou as fotos da filha para ninguém mais use as imagens da menina; só tem acesso quem for convidado.
No mesmo endereço na Internet, Ana Carolina divulgou um novo texto em que faz uma homenagem à filha: "A morte não é tudo. Não é o final. Eu apenas passei para a sala seguinte. Nada aconteceu. Tudo permanece exatamente como foi. Brinque, sorria, pense em mim, reze por mim. Deixe que o meu nome seja uma palavra comum em casa, como foi. Faça com que seja falado sem esforço, sem fantasma ou sombra. A vida continua a ter o significado que sempre teve. O que é esta morte senão um acidente desprezível? Estou simplesmente à sua espera, como num intervalo, bem próximo, na outra esquina. Está tudo bem!"

http://jornalhoje.globo.com/JHoje/0,19125,VJS0-3076-20080418-320325,00.html

ESTÁ NO YAHOO - Provável Motivo de Espancamento e Morte de Isabella

Polícia apura se Isabella deixou bebê cair antes do crime
A polícia de São Paulo investiga se Isabella Nardoni teria sido agredida pela madrasta Anna Carolina Jatobá, momentos antes do crime. A menina de 5 anos teria deixado, por um descuido, o irmão mais novo, Kauã, que ontem completou 1 ano, escapar de seus braços e cair no chão. O que teria levado a madrasta a ter uma reação furiosa. Isabella, segundo depoimento de sua família, adorava segurar o irmãozinho.
Segundo a teoria da polícia, na noite de 29 de março, dia da morte de Isabella, ao chegar ao apartamento, ainda no corredor de entrada, teria ocorrido o acidente. A madrasta teria se enfurecido ao ver o filho cair. Gritou palavrões, ouvidos por testemunhas. Neste momento teria começado uma discussão entre o casal. Os investigadores levam em consideração depoimento de uma testemunha que ouviu a menina gritando por socorro: "Papai, papai, papai, pára, pára." O silêncio veio em seguida. Nesse instante, segundo a suspeita da polícia, Isabella teria sido espancada e asfixiada.
Isabella teria sido atirada pela janela logo depois. Sem chamar o resgate, Alexandre desceu e disse às testemunhas que viu um ladrão armado em seu apartamento. A madrasta ainda levou alguns minutos para descer. O filho mais novo estava em seu colo. Kauã nunca mais foi visto em público. A polícia recebeu informações de que o lábio da criança estava ferido nos dias que se seguiram à morte de Isabella, o que reforça a suspeita da investigação. As informações são do Jornal da Tarde
Alexandre será o primeiro a depor
Os delegados Calixto Calil Filho e Renata Pontes, titular e assistente, decidiram que Alexandre Nardoni será o primeiro a depor no 9º DP, no Carandiru, na zona norte de São Paulo. Alexandre e Anna Carolina Jatobá, pai e madrasta de Isabella, serão ouvidos em salas separadas. Segundo a assessoria da Secretaria de Segurança Pública, os delegados ainda não pensam em acareações.
O casal chegou pouco depois das 11horas no DP e foi recebido por um grupo de aproximadamente 50 pessoas que gritava palavras como "assassinos" e "justiça". Anna Carolina saiu da viatura policial chorando ao lado de Alexandre. Logo após a chegada do casal, um estalo (bombinha) foi jogado no local de entrada das viaturas. Houve correria de jornalistas, mas ninguém se feriu.
Depoimento de pai de Isabella começa às 11h45
O depoimento de Alexandre Nardoni aos delegados Calixto Calil Filho e Renata Pontes, titular e assistente do 9º DP, que investiga a morte da menina Isabella, começou às 11h45. Alexandre está acompanhado por seus dois advogados, Rogério Neres de Sousa, e Marco Pólo Levorin. Anna Carolina Jatobá, a madrasta da criança, aguarda em uma sala ao lado, acompanhada pelo sogro, o advogado Antônio Nardoni, e por policiais militares. A previsão é de que cada depoimento demore cerca de 6 horas.
Família Nardoni contratou três seguranças
O advogado Ricardo Martins, um dos três que atuam na defesa de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, suspeitos de envolvimento na morte da menina Isabella Nardoni, de 5 anos, disse hoje que é "desesperador" ter de contratar seguranças para garantir a integridade do casal e que os cartazes colocados em frente à casa dos Nardoni, no Tucuruvi, zona norte de São Paulo, são "humilhantes". "Apenas uma palavra a todos que estão julgando essa família antecipadamente: não julguem para não serem julgados. Tenham bom senso", afirmou aos jornalistas, ao chegar à residência por volta das 9 horas. Na frente da residência, foram colocados 14 cartazes pedindo justiça e homenageando Isabella, que completaria 6 anos hoje.
Martins disse ainda que é "desesperador ter de contratar pessoas" para ficar dentro da casa, referindo-se aos três seguranças contratados pela família e que estão desde a madrugada na garagem da residência dos Nardoni. "Peço neste momento que respeitem a família e que respeitem o trabalho dos advogados", reiterou.
O pai de Alexandre, Antonio Nardoni, saiu de sua casa às 6h45 e foi a Guarulhos buscar o casal, que estava na casa dos pais de Anna Jatobá. Antonio voltou para a residência às 7h30 com o casal, que estava de mãos dadas.

ESTÁ NO YAHOO - Condenação de Babá Torturadora

Babá é condenada por tortura de menor deficiente no Rio
A 5a. Vara Criminal do Rio de Janeiro condenou a cinco anos e sete meses de reclusão, em regime fechado, a babá Sílvia dos Santos, acusada de torturar um menino deficiente de seis anos. As agressões foram flagradas por uma câmera de vídeo instalada pelos pais da criança na sala da casa da família, no bairro da Tijuca, zona norte da cidade. A babá, porém, vai poder recorrer em liberdade, em razão de um pedido feito pelo próprio Ministério Público Estadual, autor da ação.
Após tomar ciência da sentença proferida pela juíza Erika Bastos de Oliveira, o MPE mudou sua opinião sobre o caso e apresentou apelação, pedindo a suspensão da ordem de prisão e a desclassificação da acusação. Pelo novo entendimento da promotoria, Sílvia não teria cometido crime de tortura, mas, sim, de maus-tratos, o que acarretaria uma pena menor para ela.
A juíza Lúcia Regina Esteves de Magalhães, titular da 5ª Vara Criminal, recebeu a apelação do Ministério Público Estadual e deferiu o efeito suspensivo. Segundo a juíza, não estavam presentes os requisitos necessários para a decretação da prisão preventiva. "A ré respondeu ao processo em liberdade e não praticou nenhuma conduta que prejudicasse a instrução criminal, bem como compareceu a todos os atos processuais", escreveu a juíza na decisão.
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Casamento de filha de Dilma reúne Lula e ministros
A presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de sua esposa, Marisa Letícia, e de pelo menos seis ministros de Estado e oito governadores, deve transformar a celebração religiosa de casamento de Paula Roussef Araújo e Rafael Covolo, na noite de hoje na Igreja São José, em Porto Alegre (RS), em um verdadeiro evento político. Paula é filha única da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef e de seu ex-marido e ex-deputado estadual Carlos Paixão Araújo.
O presidente deve chegar à capital gaúcha por volta das e a celebração deve começar às 20h30. Em seguida, Lula embarcará para Gana, na África, onde tem compromissos oficiais amanhã. Os ministros que confirmaram presença no casamento são: Tarso Genro, da Justiça; Guido Mantega, da Fazenda; Marta Suplicy, do Turismo; Celso Amorim, de Relações Exteriores; Edson Lobão, Minas e Energia; e José Múcio, de Relações Institucionais.
O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT), também confirmou presença. Os governadores Ana Júlia Carepa, do Pará; Sérgio Cabral, do Rio de Janeiro; Marcelo Déda, de Sergipe; e Roberto Requião, do Paraná, fizeram reservas no Hotel Sheraton. O quarteirão onde está localizada a Igreja São José será fechado ao tráfego a partir das 17 horas e somente será reaberto no final da cerimônia. Após o ato, haverá uma festa nos salões da Sociedade Leopoldina Juvenil, que deve reunir 600 convidados.
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COMITÊ ESTADUAL DE EDUCAÇÃO EM DIREITOS HUMANOS-PI CONVOCAÇÃO REUNIÃO ORDINÁRIA
Convocamos todos os membros e parceiros do Comitê Estadual de Educação em Direitos Humanos – Piauí, para Reunião Ordinária que será realizada no dia 18 de abril de 2008 (sexta feira), com início às 15:00 horas e encerramento previsto para 16:20 horas, no Prédio da Casa dos Conselhos localizado na Avenida Pinel, Nº. 620 Cabral. Para dirimir dúvidas ligar, por favor, para 8804 3452. Pauta 1. Abertura da reunião. 2. Aprovação da pauta da reunião. 3. Leitura da e aprovação da Ata da Reunião anterior. 4. Informes. 5. Informações sobre o andamento das atividades que estão sendo desenvolvidas por seus Coordenadores relativas à: a) III Encontro Estadual de Educação em Direitos Humanos e I Encontro Norte e Nordeste de Coordenadores de Comitês Estaduais de Educação em Direitos Humanos; b) Cursos de capacitação para defensores de DH nos municípios de Teresina, Uruçuí, Floriano, Campo Maior e Parnaíba. c) Curso de Especialização em Educação em Direitos Humanos, informar sobre o andamento do processo; d) Seminário de Avaliação do Projeto Educar para a Cidadania Democrática e para os Direitos Humanos a realizar-se em Brasília nos dias 15 e 16 de maio de 2008 e será organizado pela Secretaria Especial dos Direitos Humanos - SEDH. 6. Outros assuntos pertinentes. Contamos com sua presença e aproveitamos a oportunidade para apresentar nossos votos de elevada estima e consideração.
Atenciosamente MARIA DE LOURDES ROCHA LIMA NUNES Coordenadora em Exercício do CEEDDH - PI

ESTÁ NO O GLOBO - O Caso Isabella

Polícia prepara forte esquema de segurança para depoimento de pai e madrasta
SÃO PAULO - A polícia prepara um esquema especial de segurança para garantir a integridade física do pai e da madrasta de Isabella, Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, durante o depoimento marcado para esta sexta no 9º Distrito Policial, no Carandiru, zona norte da cidade. Únicos suspeitos pela morte da menina, os dois, que estão hospedados na casa dos pais, no Tucuruvi, chegarão escoltados pela polícia. Grades de proteção já chegaram à delegacia para bloquear o local e impedir a aproximação de curiosos. A rua dos Camarés, onde fica o DP, será interditada a partir desta noite. Equipes do Grupo de Operações Especiais (GOE) ficarão no local enquanto o depoimento durar. Até banheiros químicos serão colocados para a imprensa, dada a quantidade de jornalistas esperada. A secretaria de Segurança Pública informou que não serão feitos boletins de ocorrência no 9º DP nesta sexta. As ocorrências da região serão transferidas para o 19º DP, na Vila Maria.
Nesta quinta-feira, cinco viaturas da polícia foram até a residência da família Nardoni, no Tucuruvi, na zona norte, depois de uma denúncia de que haveria depredação na casa dos pais de Alexandre. Cartazes e uma faixa pedindo paz e justiça pela morte da menina foram colocados no portão da residência pela população. Uma amiga da família apareceu na porta da casa e pediu às pessoas que se aglomeravam no local que não julgassem Alexandre e Anna Carolina.
Na quarta-feira, a polícia também foi chamada pela família, que se sentia constrangida pelo grande número de curiosos em frente a casa do pai de Anna Carolina, Alexandre Jatobá, em Guarulhos, na Grande São Paulo. A Polícia Militar disse que foi acionada para conter um tumulto de populares no portão. Um muro próximo à residência foi pichado com frases contra o casal Alexandre e Aanna Carolina. Segundo as pichações, eles não seriam bem-vindos na cidade.
O depoimento nesta sexta-feira está marcado para começar às 10h30m e não tem hora para terminar. Por enquanto, eles serão ouvidos separadamente, mas não está descartada uma acareação entre os dois. O casal ficou 8 dias em prisão temporária e deixou a delegacia, depois de conseguir um habeas corpus, também sob um forte esquema de segurança, com mais de 15 viaturas, inclusive do GOE. Eles foram xingados de 'assassinos' pelas pessoas que foram até as delegacias onde eles estavam presos. Desde então, a família tem reclamado do assédio da população e da imprensa.
O casal pode ser indiciado nesta sexta-feira, dia em que Isabella completaria 6 anos ( mãe da menina vai à missa do Padre Marcelo e deixa mensagem no Orkut ). Até agora, o casal é investigado e não há qualquer acusação formal contra os dois. Um taxista depôs e reforçou a tese da polícia de que a menina gerava desentendimento na família. Anna Carolina teria dito a ele que quando Isabella passava o fim de semana com eles o 'clima acabava'.

quinta-feira, 17 de abril de 2008

ESTÁ NO O GLOBO- Conclusões sobre a morte de Isabella

IC descarta presença de terceira pessoa no apartamento onde
Isabella foi morta
SÃO PAULO - O trabalho do Instituto de Criminalística (IC) concluiu que não tinha no apartamento mais ninguém além do casal Alexandre Nardoni, 29, e Anna Carolina Jatobá, 24, no momento em que Isabella de Oliveira Nardoni, 5, foi morta e atirada do apartamento do pai, no sexto andar do edifício London, na Vila Mazzei. De acordo com o Instituto Médico Legal (IML), o rosto de Isabella foi limpo com uma fralda e com uma toalha antes de ela ser jogada pela janela. A fralda e a toalha de rosto ficaram com marca de sangue e foi constatado que o sangue era de Isabella. A marca de solado de sapato num lençol no quarto de onde Isabella foi jogada é, segundo os peritos, de Alexandre Nardoni
O casal foi convocado para prestar depoimento e pode ser indiciado nesta sexta-feira, dia em que Isabella completaria 6 anos. Até agora, o casal é investigado e não há qualquer acusação formal contra os dois. Um taxista depôs e reforçou a tese da polícia de que a menina gerava desentendimento na família. Anna Carolina teria dito a ele que quando Isabella passava o fim de semana com eles o 'clima acabava'
Descartada a presença de uma terceira pessoa
A polícia descartou a presença de uma terceira pessoa no apartamento depois de utilizar um equipamento chamado 'crime scope', que serve para varredura em busca de vestígios que não são visíveis a olho nu. Os advogados do casal pediram à Justiça que busquem mais provas e mantêm a tese de que alguém entrou no apartamento de Nardoni, agrediu e jogou a menina pela janela
Em seu depoimento à polícia, Ana Carolina Cunha de Oliveira, 24, mãe de Isabella, relatou momentos de agressividade de Alexandre Nardoni e de desequilíbrio de Anna Carolina Jatobá. Ela disse suspeitar do pai e da madrasta da menina .
Nesta quinta, o pai de Alexandre, Antonio Nardoni, afirmou que Ana Carolina exagerou no depoimento à polícia e que continua a ter absoluta certeza que o filho e a nora não mataram Isabella. A mãe de Alexandre depôs por três horas nesta quinta no 9º Distrito Policial, já que Ana Carolina disse ter ouvido dela o relato de agressão às crianças.
- Acho que é o depoimento de uma pessoa num momento muito ruim, que acabou de perder a filha. Talvez ela tenha exagerado em alguma coisa...É um relato incoerente. Na mídia, por exemplo, ela diz outra coisa, que os dois tratavam a menina muito bem, nunca a machucaram - disse Antonio Nardoni.
Agressividade e descontrole
A bancária Ana Carolina Cunha de Oliveira disse em seu depoimento suspeitar do envolvimento de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá no crime. Ela relatou acessos de fúria do ex-namorado e cenas de desequilíbrio emocional de Anna Carolina Jatobá. Citou ainda um episódio em que o filho mais velho do casal, Pietro, hoje com 3 anos, é jogado ao chão pelo pai.
O depoimento à delegada Renata Pontes, assistente do 9º distrito policial, no Carandiru, termina assim: "Na sua concepção, acredita que Alexandre e Anna Carolina possam estar de alguma forma diretamente envolvidos no que aconteceu".
A mãe de Isabella disse que a filha, em várias vezes em que voltava de visita à casa do pai, apresentava pequenas manchas roxas no corpo. A menina dizia que os ferimentos resultavam de mordidas e beliscões desferidos pelo meio-irmão Pietro.
Uma das agressões do meio-irmão contra Isabella deixou Alexandre furioso: ele teria erguido o menino a certa altura e o soltou no ar, deixando que caísse no chão. A mãe de Isabella disse que o episódio lhe foi narrado pela mãe de Alexandre. (leia também: Mãe de Isabella volta ao trabalho e a amigos dizem que família não fala por medo
Ana Carolina de Oliveira recordou ainda uma festa em que Alexandre se descontrolou depois de uma brincadeira de um parente dela. Ofendido, Alexandre saiu da festa e voltou transtornado, sem camisa e chamando todas as pessoas para brigar.
A bancária contou que, numa das vezes em que Isabella foi visitar o pai, ela telefonou para falar com a filha e foi atendida por Alexandre. Depois soube, pela mãe dele, que Anna Jatobá, com muito ciúme, ficou alterada. Jogou Pietro - à época bebê - na cama. Em seguida, investiu contra Alexandre, agredindo fisicamente o marido
Veja a íntegra do depoimento da mãe de Isabella Nardoni
'Comparece nesta Unidade Policial a declarante, informando que conheceu Alexandre Alves Nardoni, em dezembro de 1999, com o qual iniciou um namoro de três anos e seis meses, do qual resultou o nascimento da filha Isabella de Oliveira Nardoni, em 2002; que, antes do nascimento de Isabella, ficaram separados por dois meses, sendo que o principal motivo foram suspeitas de traições por parte de Alexandre, e que, após tal período, reataram e, em julho de 2001, engravidou de Isabella; que, durante a gestação, a declarante estava namorando com Alexandre, quando ele ingressou na Faculdade de Direito, oportunidade em que mencionou que tinha amigas de faculdade Anna Carolina Trotta Peixoto Jatobá e outra cujo nome a declarante não lembra; que, Anna passou a ser presença constante na vida de Alexandre, mas tudo correu normalmente até o nascimento de Isabella em 18 de abril de 2002; que, após o nascimento da filha, continuaram o namoro por onze meses, separando-se no início de 2003; que, teve a certeza e convicção de que havia uma traição por parte de Alexandre e o namoro foi rompido; que, a declarante gostaria de deixar consignado que em uma festa ocorrida na casa de familiares dela, por motivos de somenos importância, Alexandre ficou ofendido com uma brincadeira feita a ele por um parente da declarante, sendo que Alexandre deixou o local e retornou mais tarde, já completamente transtornado, sem camisa, desejando brigar com todos; que, na época da separação definitiva, não foi discutido pensão alimentícia para a menina; que, Alexandre fazia visitas regulares à filha; que, após um ano e alguns meses, a declarante veio a saber por intermédio dos pais de Alexandre que o mesmo já estaria tendo um namoro sério com uma pessoa cujo nome desconhecia; que, Isabella tinha um ano e quatro meses, matriculou a mesma na escola, Alexandre não queria que ela fosse à escola e, quando soube, achando que a idéia era da mãe da declarante, ele foi até a casa dela para discutir com a sua mãe; que não estava em casa, e, quando chegou, ele estava na porta; que, Alexandre estava transtornado, dizendo que ia resolver isso, ele estava de moto, saiu por alguns instantes e retornou, dizendo que estava armado e que iria matar sua genitora; que, a declarante registrou um Boletim de Ocorrência sobre os fatos no 39 Distrito Policial - Vila Gustavo; que, Isabella permaneceu na escola; que, concordou nas férias que Isabella fosse passar cerca de uma semana no Guarujá com o pai, Anna Carolina e do filho do casal; que, Anna Carolina e Alexandre, antes da viagem, foram até a casa da declarante, ocasião em que a esposa de Alexandre quis que a declarante comentasse algo sobre o passado dela com Alexandre; que, durante a conversa, Anna Carolina demonstrava desequilíbrio, alterando a voz e, por momentos, chorava, que Alexandre a segurava pela cintura; que, a declarante pediu para que diminuísse o tom de voz, dizendo que se quisesse estariam juntos; que sua filha seguiu viagem e quando lá chegaram, recebeu um telefonema da irmã de Alexandre, Cristiane, proferindo à declarante palavras de baixo calão, dizendo que Anna Carolina, ao chegar lá, relatou que a declarante havia falado mal da família dele; que, pegou seu carro e foi até o Guarujá pegar sua filha. Que, lá chegando, foi atendida pela mãe de Alexandre; que, a irmã de Alexandre apareceu e houve uma conversa no local e aparentemente ficou tudo bem; que, foi procurada por Anna Carolina através de seu MSN; que, percebia que Anna Carolina queria aprofundar detalhes de sua relação com Alexandre, mas sempre desconversou; que, a declarante percebeu que a intenção da esposa de Alexandre seria criar um quadro negativo da imagem da declarante para depreciá-la junto à família dele; que, aproximadamente em 2004, a declarante ingressou uma Ação de Alimentos contra Alexandre e que houve por ele uma contestação dos valores, que acabou sendo regularizado; que, quer salientar que nunca houve a falta de pagamento da pensão; que, soube que no ano de 2005, acerca do nascimento do primeiro filho de Alexandre e depois de dois anos, já em 2007, soube do nascimento do segundo filho de nome Kauã; que, até este período não se lembra de nenhum entrevero entre ela e Alexandre; que, entretanto, em uma oportunidade, sua filha foi visitar o pai e ligou para a casa dele para conversar com Isabella; que, quem atendeu o telefone foi Alexandre e, em seguida, passou para a filha Isabella atender; que, após ter conversado com a menina, desligou; que, no decorrer daquela semana soube por intermédio da mãe de Alexandre, via fone, de que, após o telefonema acima mencionado, Anna Carolina teria se alterado em razão do telefonema da declarante à filha, por ciúmes, e que, na ocasião, estaria com o filho no colo, e teria jogado este sobre a cama, passando a agredir Alexandre; que, depois de tomar conhecimento desse evento, indagou a Isabella sobre os fatos, e esta relatou que pegou irmão no colo, que estava chorando; que, os pais de Alexandre foram chamados para apartar ou apaziguar os ânimos; que, todo e qualquer assunto que a mesma tivesse que tratar com Alexandre, este sempre recorria ao pai para solucioná-los, e então, por imposição de Alexandre, que se recusava a falar com a declarante, esta passou a tratar dos assuntos relacionados à filha com o pai dele; que, era evidente que todas as brigas de Anna Carolina com Alexandre eram por ciúmes exacerbado da declarante; que, nas visitas regulares de Isabella na casa do pai, a criança nunca relatou algum fato negativo; que, Isabella, após chegar das visitas feitas ao pai, por vezes apresentava mordidas e ela mencionava que o irmão Pietro lhe mordia e lhe dava beliscões; que, em uma oportunidade a mãe de Alexandre comentou com a declarante que o neto Pietro havia beliscado Isabella e o pai Alexandre teria ficado irritado com o menino, ergueu o filho a uma certa altura e o soltou no ar, caindo no chão; que, na quinta-feira dia 27 de março, Alexandre e Anna Carolina estiveram na casa da declarante por volta das 21h30, para retirar o filho Pietro, que brincava com Isabella na casa da declarante; que, na sexta-feira, Isabella pediu para que a declarante ligasse para Anna Carolina para passar o final de semana com o pai; que, então ligou para Anna e esta, próximo à hora do almoço, apanhou Isabella em sua residência; que, naquele dia à noite, conversou com Isabella, por volta das 17h30 ou 18h, e perguntou se a mesma estava bem; que, ela lhe respondeu que sim; que, no sábado ligou no celular de Anna Carolina e não foi atendida, não sabendo dizer para onde teriam ido no sábado à noite; que, por volta das 23h55, a declarante recebeu a ligação de Anna Carolina pelo celular, alteradíssima, gritando que Isabella havia caído, na Rua Santa Leocádia, explicando superficialmente o que havia ocorrido; que, mencionava que haviam jogado ela; que, a declarante respondia-lhe para fazer respiração boca-a-boca; que, a declarante estava próxima ao local e em instantes ali chegou e deparou-se com sua filha estendida no chão; que, acreditava que a filha estava viva, pois sentiu seu coração batendo; que, percebia à sua volta que Alexandre gritava que havia ladrão lá dentro, para que pegassem ele; que, Anna Carolina gritava descontrolada e proferia palavras de baixo calão uma atrás da outra; que, houve um momento que mandou ela calar a boca, pois não agüentava mais aquela gritaria por parte de Anna; que, neste momento, ele xingou a declarante, dizendo que estava fazendo tudo aquilo para a filha dela; que, a declarante não chegou a entrar no apartamento de Alexandre e que nunca esteve neste local; que, a declarante não soube dos fatos por Alexandre e nem por parente algum; que, no velório, ouviu a mãe de Alexandre mencionar que o filho não tinha culpa e que teriam que matar o bandido que praticou o crime; que, a declarante gostaria de enfatizar que, durante o velório, em um único contato que teve com Anna Carolina, recebeu dela um abraço inexpressivo, acompanhado da seguinte frase: "você nem ligou para a menina no sábado", percebendo a declarante uma frieza incomum e que Alexandre e Anna Carolina possam estar de alguma forma diretamente envolvidos no que aconteceu. Nada mais disse nem lhe foi perguntado'.
Pai e madrasta combinaram depoimento, diz polícia
A coincidência do primeiro depoimento de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá sobre o que aconteceu depois da chegada ao edifício London até a morte de Isabella de Oliveira Nardoni, 5, atirada pelo sexto andar do apartamento do pai, levou a polícia a concluir que os dois combinaram o que diriam à polícia . Para os investigadores, o casal matou a menina. (leia os depoimentos de Anna Carolina e de Alexandre Nardoni ).

quarta-feira, 16 de abril de 2008

NOTA DE PESAR - Roseana Maria Martins de Lima

NOSSO ADEUS À ROSEANA
Manifestamos nosso pesar pelo falecimento, transcorrido ao meio-dia de hoje, da amiga e companheira ROSEANA MARIA MARTINS DE LIMA, pedagoga da Escola Municipal Moacir Madeira Campos, cuja trajetória nessa jornada terrena foi marcada por compromisso e luta na esperança de oferecer uma educação de qualidade aos menos favorecidos. Nesse momento, juntamo-nos aos familiares, amigos e colegas para partilharmos juntos a saudade, as lembranças e o exemplo que ela nos deixou.
A vida e a morte
(Cláudia Liz)
Corre nas veias,
No brilho de um olhar,
Apenas no som de um respirar
Deslumbra num simples passo...
Num simples conjunto de passos,
Que formam o caminhar...
Num toque,
Num gesto,
Num movimento...
Num batimento ritmado,
De um coração que manifesta sua existência
Tudo isso desapercebidamente
Se passa quando ela existe...
E também não se faz atentar
Mas quando se vai
Tudo fica inanimado
Não há mais o que se vislumbrar
O brilho se vai,
A alegria, o amor, a esperança...
Ficam apenas memórias
Ficam apenas lembranças
Entre a vida e a morte...

ESTÁ NO O GLOBO: INVESTIGAÇÕES DO CASO ISABELLA

Pai e madrasta são intimados a depor na sexta, dia em que Isabella completaria seis anos
SÃO PAULO - O pai e a madrasta da menina Isabella, Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, vão prestar depoimento no 9º Distrito Policial do Carandiru, zona norte de São Paulo, na próxima sexta-feira, dia 18, mesmo dia em que a menina completaria 6 anos de idade. Segundo a Secretaria de Segurança Pública, eles já foram informados da convocação, mas ainda não confirmaram o horário. Há a expectativa de que Alexandre também seja ouvido frente a frente com a mãe de Isabella, Ana Carolina Oliveira, no sábado. O pai de Alexandre, o advogado Antônio Nardoni, também foi intimado.
O advogado de defesa do casal, Ricardo Martins, disse que ainda não tem informações se Alexandre e Anna Carolina serão indiciados. Ele não quis se manifestar sobre isso. Martins afirmou que ambos estão à disposição da Justiça e vão comparecer para prestar depoimento no 9º distrito policial. Até agora, 55 pessoas foram ouvidas no inquérito que apura a morte da menina.

A coincidência do primeiro depoimento de Alexandre Nardoni, 29, e Anna Carolina Jatobá, 24, sobre o que aconteceu depois da chegada ao edifício London até a morte de Isabella de Oliveira Nardoni, 5, atirada pelo sexto andar do apartamento do pai, levou a polícia a concluir que os dois combinaram o que diriam à polícia. Para os investigadores, o casal matou a menina. (leia os depoimentos de Anna Carolina e de Alexandre Nardoni ) Nesta sexta, dia 18, Isabella completaria 6 anos.

As principais divergências nos depoimentos de Nardoni e Anna Carolina são sobre fatos que ocorreram antes da chegada ao prédio. Nenhum dos dois citou em seu depoimento ter ido ao supermercado Sam's Club cinco horas antes da morte da menina. Anna Carolina afirma que, à tarde, foi com as crianças num McDonald's da Avenida Timóteo Penteado, em Guarulhos, mas não fala no supermercado. Nardoni diz que saiu de casa perto da hora do almoço e foi para a casa dos pais de Anna Carolina, em Guarulhos, mas não cita nem o McDonald' nem o supermercado, onde imagens dos dois foram gravadas pelas câmeras de segurança. Foi com base nestas imagens que foram identicadas as roupas que os dois usavam no dia do crime

Os depoimentos de Anna Carolina e Nardoni divergem em relação ao horário de chegada no edifício London. Ele afirma que chegaram entre 23h10m e 23h20m. Ela diz que eram 23h29 ou 23h30 quando seu celular vibrou e ainda faltavam alguns minutos para chegar em casa

Em seu relatório, a delegada assistente Renata Pontes ressalta que os dois não ligaram para os bombeiros para tentar salvar Isabella porque já sabiam que a menina estava morta. O casal ligou primeiro para os pais. Renata diz ainda que seria comum, diante da tragédia, que os dois tivessem dúvidas ou questionassem o crime bárbaro, o que não ocorre. Testemunhas relatam briga do casal, com muitos palavrões, e eles negam qualquer desentendimento.

Os advogados de defesa dos Nardoni dizem que qualquer conclusão é precipitada. Eles afirmam que enquanto os laudos do IC e do IML não ficarem prontos não se pode descartar a possibilidade de uma terceira pessoas ter entrado no local do crime. Nesta quarta-feira, duas testemunhas indicadas por eles depuseram no 9º distrito policial. São prestadores de serviço que trabalharam no prédio e poderiam confirmar a vulnerabilidade do edifício. A defesa entregou à polícia uma lista com 22 nomes de pessoas para serem ouvidas.

A polícia aguarda os laudos do Instituto Médico Legal (IML) e do Instituto de Criminalística (IC) para tentar fazer a reconstituição do crime. Gotas de sangue dentro do apartamento indicam que um adulto teria andado com Isabella no colo do hall interno da casa, perto da porta da cozinha, até o quarto de onde ela foi jogada. ( veja imagens do apartamento ) O sangue seria de um ferimento na testa de Isabella, provocado antes da queda, com chave ou algum objeto de ferro. Depois de receber os laudos, a polícia deverá ouvir novamente o depoimento do casal e convocar os dois para reconstituição do crime. A polícia afirma que não há qualquer indício de uma terceira pessoa ter entrado no apartamento e que Nardoni e Anna Carolina foram os únicos a estar com Isabella antes da morte dela.

Depois de receber os laudos, a polícia deverá ouvir novamente o depoimento do casal e convocar os dois para reconstituição do crime. A polícia afirma que não há qualquer indício de uma terceira pessoa ter entrado no apartamento e que Nardoni e Anna Carolina foram os únicos a estar com Isabella antes da morte dela. Os laudos devem indicar que, antes de atirada pela janela, a menina foi asfixiada e desfaleceu, ficando em estado de letargia, o que pode ter feito o casal acreditar que ela estivesse já morta. Porém, os peritos afirmam que a menina poderia ter sobrevivido se não tivesse sido atirada do sexto andar , numa altura de 20 metros.

Na manhã desta quarta-feira, Alexandre e Anna Carolina foram até a casa dos pais dela, em Guarulhos. Entraram no prédio no banco de trás do carro do pai de Alexandre, Antonio Nardoni, acompanhados por uma criança.

Na terça, o casal esteve reunido por 9 horas com os advogados na casa de Antonio Nardoni.

Investigadores concluem que casal matou Isabella; advogados da família

SÃO PAULO - A polícia de São Paulo diz ter concluído: Isabella Nardoni, de 5 anos, teria sido agredida e asfixiada pela madrasta, Anna Carolina Jatobá, antes de ser jogada do 6º andar pelo pai, Alexandre Nardoni. Com base em informações preliminares da perícia do Instituto de Criminalística (IC) e pelo Instituto Médico-Legal (IML), policiais que investigam o crime descartaram totalmente a tese de que uma terceira pessoa esteve no apartamento naquela noite, como mostra matéria publicada nesta quarta no jornal O Globo. Nesta sexta, dia 18, Isabella completaria 6 anos.

Outros dois fatos reforçam a convicção dos policiais: a pegada no lençol de uma cama do quarto de onde Isabella foi jogada é compatível com um calçado encontrado no apartamento, e fiapos da rede de proteção da janela foram encontrados na roupa que Alexandre usava , segundo revelações extra-oficiais do laudo, que deve ser apresentado à polícia até quinta-feira.
Segundo informações dos relatórios dos peritos, Isabella desmaiou ao ser sufocada. O pai pensou que a menina estivesse morta e, para responsabilizar um suposto ladrão, cortou a rede de proteção e jogou a menina pela janela. Isabella foi suspensa pelos braços e despencou com o rosto virado para a parede. Além de um corte profundo na testa, que teria sido provocado pela madrasta, a menina tinha arranhões na face.
Peritos disseram à polícia que o estado de letargia (uma espécie de sono profundo decorrente de afecção do sistema nervoso central e de difícil e prolongada recuperação) provocado por asfixia pode durar até 20 minutos. Para quem não tem conhecimento técnico, poderia parecer que Isabella, antes de ser jogada do apartamento, estivesse morta.
Reforça ainda a tese da polícia a descoberta de marcas de sangue de Isabella na bermuda de Alexandre. Os advogados de defesa contestam:
- Essa mancha de sangue na roupa do Alexandre é porque ele abraçou a filha quando a encontrou jogada no chão - disse Rogério Neres, um dos três advogados do casal.
A polícia tem dúvidas sobre se Isabella sofreu a parada respiratória antes ou depois de ser jogada de uma altura de 20 metros. Uma das hipóteses é que ela foi chacoalhada até ficar sem oxigenação por mais de cinco minutos, provocando um desmaio.
O Ministério Público é mais cauteloso quanto a responsabilizar o casal pela morte. Segundo o promotor Francisco Cembranelli, não havia, até a noite de terça-feira, documento novo que endossasse o pedido de prisão preventiva de Alexandre e Anna Carolina.
- Só podemos pedir a prisão preventiva se houver oferecimento de denúncia, e isso só acontece se tivermos convicção para isso - ponderou.
Somados ao inquérito, documentos elaborados pela perícia mostram que a posição das gotas de sangue encontradas no apartamento indicam que a garota teria sido carregada no colo por um adulto, já ferida, entre um cômodo e outro.
Advogado nega versão dos vizinhos
Nesta terça, durou mais de nove horas uma reunião dos advogados de defesa com Anna Carolina Jatobá e Alexandre Nardoni. O encontro, na casa dos pais dele, durou mais de nove horas. Na saída, Marco Polo Levorin, à frente da defesa, disse que vai aguardar a conclusão das invetigações. Ele disse que os depoimentos dos dois não são contraditórios, acrescentando que o pai de Isabela jamais citou em seu depoimento a presença de uma terceira pessoa no apartamento. Ele negou também alguma briga do casal no dia da morte da menina.
- Precisamos aguardar o término das investigações para chegar a uma avaliação global. Uma testemunha do andar superior, mais próximo ao local dos fatos, não faz menção a uma discussão entre o casal.
Testemunhas confirmam briga e contradições
Duas testemunhas consideradas chave pela polícia para esclarecer o que aconteceu no aparrtamento de Nardoni e Anna Carolina falaram ao Jornal Nacional.
A advogada Ana Ferrari e o marido Walter Rodrigues já estavam deitados, se preparando para dormir depois de um sábado de passeio com as filhas. O casal conta que jamais imaginou que logo ali, tão perto, uma tragédia estivesse prestes a acontecer. Além de chamar a atenção a proximidade do quarto do casal com o de Alexandre e Anna Carolina, há também o silêncio na região, totalmente residencial, que faz qualquer barulho ser percebido.
Na noite do assassinato de Isabella, o casal ouviu uma violenta discussão que vinha de outra janela, quase em frente: o quarto de Nardoni e Anna Carolina. Depois da discussão, as testemunhas disseram que ouviram gritos vindo de baixo, do térreo do residencial London.
- Nessas discussões aparecia uma pessoa, da voz feminina, principalmente. A voz masculina pouco se ouvia, praticamente nada. Mas a voz feminina que ficou muito marcada devido às palavras de baixo calão que pronunciava. Eram muitos palavrões. Não era uma briga típica de um casal, era uma briga de desespero -disse a advogada.
- Essa discussão foi muito rápida, foi uns 5 minutos. Logo em seguida, veio o silêncio, aproximadamente uns 10 minutos - afirmou.
- O que me chamou a atenção foi depois, quando a pessoa virou e falou assim: jogaram a Isabella do sexto andar. Assim que aconteceu isso a minha primeira reação foi levantar, pular da cama e puxar a janela. Conforme eu puxei a janela eu já vi de frente para mim a moça que ficamos sabendo que era a madrasta. Ela gritava muito, falando os mesmos palavrões que nós havíamos escutados no interior do apartamento - disse a advogada.
O casal vizinho contou que saiu de pijamas para ver o que estava acontecendo. Enquanto desciam chamaram o resgate e descobriram que outras pessoas já tinham feito a mesma coisa.
- Eu liguei para o 193 e falei que estávamos precisando de uma viatura de emergência dizendo que tinha caído uma criança do sexto andar. Ela falou, senhor, a criança não caiu, ela foi jogada. Aí, você já começa a entrar em desespero, querendo chegar rápido até o local - disse Rodrigues.
De fato, o casal foi um dos primeiros a chegar ao prédio de Isabella. O portão estava aberto. - Quando nós entramos no prédio, eu já cruzei o hall de entrada eu já vi o corpo da menina estendido no chão - afirmou a advogada. - E ao se aproximar dela eu já vi que os olhos dela estavam estalados, abertos, arregalados, a boquinha entreaberta, manchada de sangue, e praticamente desfalecida no chão. Ela tinha um cortezinho na testa, mas não transparecia que estava sangrando, parecia que estava limpo. Na hora em que eu iria tocar para verificar a pulsação de Isabella eu virei e dei atenção ao pai que saia do saguão do prédio. Ele olhou para mim e disse tinha uma pessoa armada no apartamento dele, no sexto andar, e que o cara tinha jogado a filha dele. Ele disse que viu o cara jogando a filha dele - disse Rodrigues. (Clique e saiba o que mais o casal viu naquele dia)
Vizinhos relatam brigas do casal
O retrato que vizinhos do casal fazem não coincide com o que diz a família e é diferente também do depoimento que Nardoni e Anna Carolina deram à polícia na noite do crime. A versão de um casamento estável, de um casal com discussões normais, é contestada por testemunhas. Vizinhos do prédio onde o casal morava antes de se mudar para o Edifício London, onde Isabella caiu, relatam brigas violentas entre os dois, principalmente nos finais de semana, quando Isabella ficava com o pai e a madrasta. A menina costumava ficar com o casal de sexta-feira até a noite de domingo, a cada 15 dias. ( Clique aqui para saber as versões que a madrasta e o pai da menina contaram à polícia ).
Madrasta teve depressão pós-parto
Anna Carolina Jatobá teve depressão pós-parto após o nascimento do segundo filho, de 10 meses, e pode não ter tomado os medicamentos receitados pelo médico. Uma moradora do edifício London, que também tem um filho pequeno, afirmou que conversou com Anna Carolina e ela contou que teve um filho seguido do outro e que sofreu de depressão pós-parto. Em seu depoimento, Alexandre Nardoni afirmou que tinha uma receita médica em casa, de dois remédios prescritos para a mulher. Segundo ele, a família só comprou um dos remédios, um calmante. Ele disse ainda que a mulher não conseguia dormir à noite, por causa do choro do filho menor. Anna Carolina confirmou que comprou o remédio, mas diz que nem chegou a tomar o medicamento.
Novo habeas corpus
Um segundo pedido de habeas corpus a favor do casal deu entrada no Tribunal de Justiça de São Paulo nesta segunda-feira. O TJ confirmou a entrada, mas não deu detalhes do conteúdo. Há informações de que o pedido seria um habeas corpus contra um possível pedido de prisão preventiva. O primeiro habeas corpus concedido pelo TJ foi para prisão temporária. Ao libertar o casal, o desembargador Canguçu de Almeida, de 68 anos, argumentou que não havia até aquele momento provas contra o casal e que "prisão é um mal a ser evitado a qualquer custo ". Em entrevista ao Fantástico, da TV Globo, ele afirmou, porém, que fatos novos que surgirem na investigação podem "justificar nova prisão".
- O que há até agora são simples suspeitas. A polícia está focada no casal, mas até agora não se tem um dado concreto que diga que eles mataram a filha Isabella - disse o desembargador.
Ferimento com chave ou ferro
Um relatório preliminar escrito pela delegada Renata Pontes, que investiga o caso, diz que a polícia tem certeza que a morte da menina foi um crime. Segundo o relatório, Alexandre a Anna Carolina foram as únicas pessoas que, certamente, tiveram acesso às vítimas antes dos fatos. A delegada escreveu que o ferimento que Isabella apresentava na testa aconteceu antes da queda, e pode ter sido feito com a ponta da chave de um carro ou de um ferro.
De acordo com os peritos, a marca deixada pela sola de um calçado num lençol do quarto de onde Isabella foi jogada é compatível com um calçado encontrado na casa. Na calça jeans dela foram achados vestígios de sangue , apesar de ter sido lavada. A blusa que ela usava no dia do crime também foi lavada, o que, segundo o Instituto de Criminalística, prejudica a investigação .
O casal cita horas diferentes para a chegada no apartamento no dia do crime. Alexandre Nardoni fala que chegaram entre 23h10 e 23h20. Anna Carolina diz que seu celular vibrou no caminho para casa e que eram 23h29 ou 23h30 e ainda faltavam alguns minutos para chegar ao prédio.